hate blogging for the beginning of the year
gostava que me oferecessem, assim em jeito de prenda de reis, uma espécie de free card, assim coisa tipo via verde, acompanhada de respectivo arsenal que me permitisse destruir qualquer coisa em lisboa. digamos, por exemplo, as lojas do cidadão. sim, isso mesmo: um passe e artilharia para rebentar com a loja do cidadão dos restauradores. não era preciso muito: bastavam uns quilinhos de c4, para o fogo de artifício, uma pistola desert eagle para uns tiritos à queima roupa, e uma pump-action shotgun de calibre 12., como aquelas porreiras que vemos nos filmes, para o massacre geral. era entrar a mandar chumbo sobre a maralha que lá anda, a começar pelos sempre solícitos empregados da repartição de impostos, cada um com a sua própria e enviesada interpretação das leis. depois, colocar o c4 em sítios mais ou menos estratégicos para ter a certeza de que aquilo ia mesmo abaixo. mais uns tirinhos, just for the fuck of it, portas barricadas com a canalha lá dentro. excepto crianças, claro, que os petizes não têm culpa da imbecilidade paternal que os obriga a aturar o suplício burocrático nacional numa manhã de sábado, quando deviam de estar em casa, quentinhos no sofá com uma caneca de leite com chocolate a ver os desenhos animados. adiante. portas barricadas, população histérica a gritar aqui d'el rei - e eu, ao som de um beethoven ou de uns slipknot, sentadinho com um cigarro na praça dos restauradores, a premir o detonador. pudesse eu começar o ano assim, e teria a certeza de que 2008 seria o tempo da minha glória pessoal.
já agora, e se não fosse pedir muito, gostaria de, no caso de me sobrarem cartuchos na espingarda, poder abater a alma iluminada que inventou os recibos verdes. obrigado.
enfim. bom ano a colegas e leitores.
já agora, e se não fosse pedir muito, gostaria de, no caso de me sobrarem cartuchos na espingarda, poder abater a alma iluminada que inventou os recibos verdes. obrigado.
enfim. bom ano a colegas e leitores.
jc









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