13.10.08

whisky, whiskey, bourbon

Sinto-me quase tentado a dizer que, neste excelente texto, Eduardo Pitta está a fazer o papel de captain obvious: aquilo que descreve é, para todos os efeitos, evidente - até para um 'puto' como eu. Mas, a avaliar por conversas que ouço aqui e ali, a coisa parece não ser tão óbvia quanto isso, portanto fica a hiperligação, para lerem e pensarem no assunto.

Só uma pequena nota: nasci depois de 1982. Logo, quando comecei a apreciar comida, o bacalhau - e o arroz, mas não no mesmo prato (a minha mãe bem se esforça com o arroz de bacalhau, mas para mim tal prato é uma blasfémia gastronómica) - sempre foi algo relativamente comum lá por casa. E quando comecei a beber whisky (e whiskey, e bourbon), já estávamos no advento dos hipers. Para mim - como, creio, para o Eduardo Pitta -, o que choca não é o facto de as pessas poderem comer bacalhau e arroz com frequência, ou poderem comprar de vez em quando uma garrafa de whisky sem estoirarem o orçamento familiar; é, sim, todas as coisas desnecessárias que as pessoas adquirem e consomem, achando-se no direito de viverem acima daquilo que podem. Lá o direito de o fazer até têm, e não serei eu quem o vai negar a alguém; só não se queixem na hora de pagar a conta.

jc

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