4.11.08

É do frio

Durante uma semana, passo mais tempo em Espanha (Madrid e Barcelona) do que em Lisboa, e mais tempo em aviões do que no comboio da linha de Cascais. Em trabalho, sempre em trabalho; mas com tempo para umas voltinhas de cariz meramente antropológico. Uma conclusão interessante que retiro da minha estadia em Madrid é que as raparigas espanholas se vestem melhor do que as portuguesas, e que não é o frio que as impede de mostrarem as pernas. Diria, sem exagero, qeu se vêem mais mini-saias na praça central de Madrid (cujo nome me escapa) numa terça-feira às dez e meia da noite do que sexta à meia-noite no Bairro Alto,na rua da Tasca do Chico ou do Lábios de Vinho. Por outro lado - e esta conclusão retiro-a de Barcelona, após passar duas horinhas ramblando à noite - as putas portuguesas são menos friorentas do que as espanholas. Nem estava muito frio ontem à noite; no entanto, não vi, nas Ramblas, uma puta de mini-saia. Nem sequer com aqueles calçõeinhos minúsculos que agora são moda. Nada. A que me abordou e perguntou "me quieres?" - e nem era feia, a miúda - vestia uma camisola de gola alta (juro!), um casaco, umas calças e sapatos de salto alto. Não havia um decotezinho, umas ligas ordinárias, nada. Não fosse a pergunta, dela, ou a posição na rua, das outras, e um observador estranho, como eu, pensaria que eram meras raparigas à espera de alguém, como qualquer outra pessoa. Vivi um ano no Conde Redondo, e Lisboa, e que diabo: até a fauna local é mais provocante à vista.

jc

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