27.5.09

A verdade #3

João,

#1: Concordo que o Prós e Contras não é jornalismo. Apenas cedi ao baptismo comum. Baptismo alarve.

#2: Não sou muito defensor da ideia de que a rtp é servil ou conveniente para com Sócrates. De todo. Até porque não podemos tomar como padrão o exercício pegajoso que o José Manuel Fernandes vem protagonizando no Público. Está aos olhos de quem quiser ver que a dupla JMF/Belmiro de Azevedo (por via d'O Público) protagonizou todos os escândalos (todos eles profundamente secundários) que envolveram Sócrates. Responder-me-ão: OPAs mal acabadas? Concordo.

#3: É ligeiramente verdade que há jornalistas que não fazem perguntas difíceis ao PM, mas isso tem razões bastante mais amplas que o mero respeito por quem manda. Primeiro, convenhamos que não é muito fácil levantar questões difíceis sem provas evidentes (o que raramente acontece). Segundo, levantar suspeitas mais-ou-menos vagas, fundadas em suposições construídas sobre outras, partir de pontos dados como adquiridos quando de facto não o são, é um tipo de jornalismo acutilante mas que pode muito bem cair na peixeirada. E é precisamente isto que a tvi faz. E faz muito.

#4: João, o teu silogismo está correcto, mas o saltar-a-tampa de MP não se ficou pelos limites circunstanciais daquela entrevista. Antes, possibilitou a verbalização de um sentimento que muitos tinham, têm e terão de que MMG presta um péssimo serviço à civilização. Continuadamente.

#5: Quando dizes que neste PM há demasiados casos suspeitos, levantas um problema interessante. Todos nós se estivermos minimamente atentos à Comunicação Social (escrita, falada e televisionada) percebemos que é bastante fácil (diria: bastante apetecível) que um director de jornal/rádio/tv consiga criar suspeita sobre um político/figura-pública, sempre que isso lhe seja conveniente. Bem sei que neste filme não há inocentes, e que o jogo pende para os dois lados. Mas convenhamos que se torna bastante fácil de um ovo, fazer várias omoletas.

#6: Concluindo (este round), pessoalmente prefiro um estilo que respeite as regras mínimas da seriedade e que não embarque (escandalosamente) na extrapolação de raciocínios duvidosos, que apenas instalam a confusão. Obviamente, falo também de Fátima Campos Ferreira.

jtf

0 Comments:

Post a Comment

<< Home