8.6.09

Notas de fim-de-semana.

i) Acompanho o jogo no mais improvável dos lugares: no terminal de chegadas do Aeroporto da Portela (experiência a repetir). Acertei no resultado, falhei num dos goleadores - mas o Bruno Alves nunca me falha. Jogo fraco. Muito fraco. Mas vencemos, é o que importa. Não era o Scolari que dizia que até podia ganhar por meio a zero?

ii) Comprei finalmente o "i" ao Sábado. Gostei muito da revista, dedicada ao tema dos "chicos-espertos", apesar de achar o editorial de Pedro Rolo Duarte uma idiotice pegada, um oito e meio na escala de disparate comparada Miguel Sousa Tavares.

iii) Rangel não precisou do meu voto. No final, ganhou uma campanha que primou acima de tudo pela ética, derrotando outra que procurou levar tudo para o famoso pântano. O Bloco tornou-se na terceira força política, o que não deixa de ser sintomático (tenho cá para mim que aqueles que bradaram contra a elevada votação num partido de extrema-direita na Holanda vão ficar caladinhos agora). Os comunistas continuam a dominar o meu Alentejo, o que me chateia. E o CDS continua por cá a desafiar sondagens.

iv) Apesar do vento e do tempo desconfortável, sessenta e cinco por cento dos portugueses preferiram fazer outra coisa a votar. Qualquer desculpa serve. Não vou aqui apontar dedos, obviamente, porque também eu não fui votar, e porque acho que a democracia também é isso: escolher não só em quem se vota, mas, e antes de qualquer outra coisa, se se quer votar. Recordo no "i" de sábado Tim, dos Xutos, a dizer "o voto devia ser obrigatório e não se falava mais nisso". O Tim parece ter tanto jeito para comentário como para fazer músicas de jeito nos dias que correm.

john

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