Solidariedade.
Juro que estou solidário com Carolina Patrocínio, apesar de não a achar gira e de, após ver o famoso vídeo que agora circula por aí, a considerar uma pessoa absolutamente desinteressante (do meu ponto de vista, claro está). Mas pegarem na rapariga - salvo seja - por ela não gostar de comer fruta com caroço e de ser a empregada que lhe faz esse serviço é que, enfim, era escusado. Serei a última pessoa a condenar a pobre Carolina por tão triste declaração, até porque também sou aquela pessoa que praticamente só compra bananas por serem tão fáceis de descascar. Gosto muito de maçãs e de laranjas, mas não há pachorra - e, no caso das maçãs, metade fica sempre na casca de qualquer maneira (não, não como maçãs com casca). Com cerejas é fácil, cospe-se o caroço para o prato e pronto. De qualquer maneira, só como cerejas em casa, onde posso dar-me ao luxo de ser javardo e cuspir os caroços para o chão se quiser (não quero, já que sou eu quem limpa a casa), ou no campo, quando encontro uma cerejeira. O que, diga-se de passagem, não acontece vai para quinze anos.
O problema de Carolina não é ela ter uma empregada que lhe tira os caroços das cerejas e as grainhas das uvas. O problema da Carolina é ter uma boca demasiado grande- em sentido figurado, entenda-se. Falou muito antes de pensar, e agora já não consegue fazer batota com isto. É uma pena, e juro que neste post não cheguei a usar ironia.
john
O problema de Carolina não é ela ter uma empregada que lhe tira os caroços das cerejas e as grainhas das uvas. O problema da Carolina é ter uma boca demasiado grande- em sentido figurado, entenda-se. Falou muito antes de pensar, e agora já não consegue fazer batota com isto. É uma pena, e juro que neste post não cheguei a usar ironia.
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