O western não está morto.
Nem a ficção científica. É certo que o filme já tem quatro anos, e que a série na qual se baseia (Firefly) falhou na televisão para se tornar numa série de culto da era da Internet. Falo, naturalmente, de Serenity.

Na edição do ano passado do Fórum Fantástico, uma das apresentações dedicou-se às influências do género Western na construção do universo de Firefly/Serenity. Agora que vi o filme, concluo que aquela apresentação, à qual assisti, poderia ter sido mesmo muito interessante, não fosse a inabilidade do orador - um tipo cujo nome me escapa - para falar em público. Convenhamos: não é a melhor das ideias para uma palestra o orador sentar-se numa secretária colocada no palco, iluminada apenas por um pequeno candeeeiro de mesa, e falar - ou antes, ler as suas notas - durante mais de meia hora num auditório escuro. A fraca qualidade de imagem dos trechos da série e do filme que ia mostrando ao longo da exposição também não ajudou. Enfim, para esquecer.
Dentro do género ficção científica, Serenity afasta-se da corrente de filmes mais "filosófica", digamos assim, que marcou alguns dos melhores filmes do género (2001: A Space Odyssey, Blade Runner, Matrix) para se centrar numa história sólida com personagens bem definidas, muita acção e um toque de humor invulgarmente bem colocado. Nada falha: o filme flui perfeitamente, as personagens evoluem, as piadas são colocadas com precisão cirúrgica. A história segue a tripulação da nave Serenity, comandada por um veterano de guerra (Malcolm Reynolds) que, nas suas deambulações por aquele sistema solar, acaba por resgatar uma jovem rapariga (River) que tem poderes psíquicos e guarda na sua mente um segredo terrível, cuja revelação pode mudar o rumo da civilização humana naquele canto da galáxia. E a Serenity embarca numa (inicialmente) relutante aventura pelos mundos desolados da periferia do sistema solar, perseguida pelo poder hegemónico da Aliança e pelo terror dos Reavers. E mais não conto: recomendo que vejam.
john
Dentro do género ficção científica, Serenity afasta-se da corrente de filmes mais "filosófica", digamos assim, que marcou alguns dos melhores filmes do género (2001: A Space Odyssey, Blade Runner, Matrix) para se centrar numa história sólida com personagens bem definidas, muita acção e um toque de humor invulgarmente bem colocado. Nada falha: o filme flui perfeitamente, as personagens evoluem, as piadas são colocadas com precisão cirúrgica. A história segue a tripulação da nave Serenity, comandada por um veterano de guerra (Malcolm Reynolds) que, nas suas deambulações por aquele sistema solar, acaba por resgatar uma jovem rapariga (River) que tem poderes psíquicos e guarda na sua mente um segredo terrível, cuja revelação pode mudar o rumo da civilização humana naquele canto da galáxia. E a Serenity embarca numa (inicialmente) relutante aventura pelos mundos desolados da periferia do sistema solar, perseguida pelo poder hegemónico da Aliança e pelo terror dos Reavers. E mais não conto: recomendo que vejam.
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