A dar música (não só portuguesa)
A propósito de algumas perguntas que uma leitora me deixou no post abaixo.
Não tenho opinião sobre os "novos artistas portugueses", porque deles conheço muito pouco (eufemismo; não conheço praticamente nada). Não tenho qualquer problema com a música cantada em português; dá-se é o acaso de as bandas portuguesas de que mais gosto cantarem em inglês. A verdade é que a música portuguesa me diz muito pouco - mais uma vez, não por ser portuguesa, mas por puro acaso. Não lhe ligo - com a música funciono mais ou menos assim. Até ao dia em que ouço uma música que me chama a atenção. Depois ouço tudo de uma vez. Ou ouço metade, vá, e com o passar do tempo vou ouvindo mais e perguntando-me "como é que esta música me escapou antes?"
Enfim, não sei ao certo quem são os "novos artistas portugueses". Mencionei Os Golpes porque os vi num concerto, e achei-os interessantes (e tenho ouvido uma música engraçada deles na rádio). Ouvi uma ou duas coisas de B Fachada e achei terrível, demasiado mau para ser verdade. O resto, tem-me passado ao lado como a praia.
No resto, eu tenho o hábito de ouvir música sobretudo para trás. Se excluírmos o último ano, em que realmente não andei tão atrasado quanto isso - mantive-me dentro dos limites temporais dos últimos cinco anos, vá lá, e andei (ando) a ouvir Arcade Fire, Florence + The Machine, The National, Klaxons, The Temper Trap -, tenho passado a maior parte do tempo a ouvir clássicos. Antes desta fase mais indie, passe a expressão, andava a ouvir Joy Division, Magazine, The Doors, Hendrix, CCR, The Sex Pistols, The Smiths - enfim, coisas muito anteriores ao meu nascimento, excepto talvez os The Smiths. Antes disso, tive uma fase metal, e antes dessa fase metal, tive uma fase "nu metal", adolescente portanto, que começou com Linkin Park e acabou comigo a descobrir os Muse (não são metal, mas são muito bons). E neste ano fiz uma pausa revivalista para regressar aos anos 90 e ouvir The Cranberries e Soundgarden. A única banda a manter-se constante desde esses distantes anos 90 até agora foi Radiohead.
Lamento não poder dizer mais sobre a música portuguesa, mas a verdade é que me passa muito ao lado. Não confunda isto com snobismo. É mesmo distracção.
john
Não tenho opinião sobre os "novos artistas portugueses", porque deles conheço muito pouco (eufemismo; não conheço praticamente nada). Não tenho qualquer problema com a música cantada em português; dá-se é o acaso de as bandas portuguesas de que mais gosto cantarem em inglês. A verdade é que a música portuguesa me diz muito pouco - mais uma vez, não por ser portuguesa, mas por puro acaso. Não lhe ligo - com a música funciono mais ou menos assim. Até ao dia em que ouço uma música que me chama a atenção. Depois ouço tudo de uma vez. Ou ouço metade, vá, e com o passar do tempo vou ouvindo mais e perguntando-me "como é que esta música me escapou antes?"
Enfim, não sei ao certo quem são os "novos artistas portugueses". Mencionei Os Golpes porque os vi num concerto, e achei-os interessantes (e tenho ouvido uma música engraçada deles na rádio). Ouvi uma ou duas coisas de B Fachada e achei terrível, demasiado mau para ser verdade. O resto, tem-me passado ao lado como a praia.
No resto, eu tenho o hábito de ouvir música sobretudo para trás. Se excluírmos o último ano, em que realmente não andei tão atrasado quanto isso - mantive-me dentro dos limites temporais dos últimos cinco anos, vá lá, e andei (ando) a ouvir Arcade Fire, Florence + The Machine, The National, Klaxons, The Temper Trap -, tenho passado a maior parte do tempo a ouvir clássicos. Antes desta fase mais indie, passe a expressão, andava a ouvir Joy Division, Magazine, The Doors, Hendrix, CCR, The Sex Pistols, The Smiths - enfim, coisas muito anteriores ao meu nascimento, excepto talvez os The Smiths. Antes disso, tive uma fase metal, e antes dessa fase metal, tive uma fase "nu metal", adolescente portanto, que começou com Linkin Park e acabou comigo a descobrir os Muse (não são metal, mas são muito bons). E neste ano fiz uma pausa revivalista para regressar aos anos 90 e ouvir The Cranberries e Soundgarden. A única banda a manter-se constante desde esses distantes anos 90 até agora foi Radiohead.
Lamento não poder dizer mais sobre a música portuguesa, mas a verdade é que me passa muito ao lado. Não confunda isto com snobismo. É mesmo distracção.
john









2 Comments:
os "novos artistas portugueses" como Virgem Suta, Diabo na Cruz, Samuel Úria, O'questrada, Anaquim, Os Pontos Negros, João Só e Abandonados e outros. Obviamente (não em português) Sean Realy & The Slowriders e não como 'novo artista', Manuel Cruz.
Como te disse foi por curiosidade que questionei, pois acho que os post's sobre música que se têm escrito por este blogue são bastante interessantes (com a excepção da tua opinião sobre The Suburbs - opiniões) e reparei que nunca foi mencionada música portuguesa.Questionei-me, então, se seria por não gostares, por não ouvires ou por não te apetecer. Está respondido. (:
Dessa lista, vi os Virgem Suta em Abril. Não achei nada de especial. Do resto, não conheço praticamente nada. Talvez me falte a curiosidade.
Pois, a falta de música portuguesa, pelo menos da minha parte, é puramente casual. Costumo ver os Blasted Mechanism sempre que posso, mas pouco mais. No resto, a voz do Rui Veloso irrita-me, e não tenho paciência para os Xutos & Pontapés (etc, etc). Ah, e durante os meus tempos de universidade, pertencia à minoria (pelo menos aparente) que não gostava de ir ver Quim Barreiros nas queimas. Nunca percebi o fenómeno - o meu gosto musical não desaparece quando passo a barreira das quatro vodkas, ou das doze cervejas.
Muito gosto em tê-la por cá. Mais alguma questão, é só colocar. Normalmente, dá-me muito prazer "falar" com os leitores em comentários e posts.
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