5.8.10

Status quo #2

João, quando se recebe uma carta que nos trata por "Caro Amigo", o "caro" é dirigido a quem recebe. Dificilmente se consegue controlar a avaliação pecuniária que os outros fazem da nossa amizade. Aí, não percebo a ligação entre receber dinheiro dos amigos e adjectivar de "cara" a amizade que alguém tem por nós. A única coisa que eu percebo é que ainda ninguém deu a importância devida à vergonha que é aquele despacho. Estou farto que investiguem as influências políticas que o Governo faz aqui e ali, e se esqueçam por completo das influências políticas dos restantes partidos na comunicação social e na justiça. Porque toda a gente sabe que este país é limitado e desinformado. A ideia está montada à volta da culpabilidade de Sócrates/Silva Pereira neste caso. Enquanto que o que se passou foi que alguém (na melhor das hipóteses, o Ministério Público) tinha uma história que gostava muito que fosse verdade. Acontece que depois a realidade não os ajudou. E não conseguiram nada que a sustentasse, sem que para isso não tivessem que passar pela vergonha da inconsistência no tribunal. Basta ouvir o Mário Crespo para sentir o veneno a jorrar pelos lábios abaixo, como que pensando Que merda, que pena isto não ser verdade. É uma vergonha. E faz-se isto impunemente. Ninguém retira carteiras profissionais a ninguém. Um bom teste sociológico é ouvir um Opinião Pública sobre este tema para comprovar que para toda a gente Sócrates é culpado. Sejamos sérios: culpado de quê? Este caso é demasiado grave e só quando os dez milhões se virem envolvidos em processos judiciais é que vão perceber a verdadeira gravidade disto.

jtf

6 Comments:

Anonymous john said...

João, João, João... eu estou numa bad trip de Verão. É da silly season. A verdade é que eu não fazia a mais pequena ideia do contexto do teu post, mas continuo a achar muito curiosa a expressão "caro amigo", seja em que contexto for. Só isso :)

Já agora, o Ghost Writter é alguma coisa que valha a pena ver?

4:51 PM  
Blogger João Campos said...

Mas vá lá, agora a sério. Contexto. Se aquilo que tu transcreveste era uma das famosas perguntas que alguém queria colocar a Sócrates mas que não teve tempo para o fazer (é isto, não é?), então deixa que te diga: mais valia mandarem lá o Herman naquela saudosa personagem do Herman Enciclopédia para perguntar "onde é que estava no 25 de Abril?" Humor por humor, ao menos prefiro o bom.

Abraço. Para a semana combina-se cerveja de fim de tarde?

4:58 PM  
Blogger João Teago Figueiredo said...

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5:03 PM  
Blogger João Teago Figueiredo said...

Concordo contigo. Sim, era uma das 27.
Gostei muito do Ghost Writer. Vê e depois diz-me se achaste o mesmo.
Grande Abraço

5:03 PM  
Blogger João Teago Figueiredo said...

P.S.: Combina-se, sim senhor.

5:04 PM  
Blogger João Campos said...

Sim, vou ver hoje. Acidentalmente, note-se (era para ir ver o Inception com amigos, mas eles mudaram de ideias; fica para a semana). Polansky, o cineasta (não confundo os planos), diz-me rigorosamente nada. Vou ver se me surpreendo.

Já agora, na onda de "perguntas parvas" (e eu não morro de amor pelo nosso PM, como sabes), onde é que estavas no 25 de Abril?

5:09 PM  

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