5.4.11

Da aderência à Realidade



jtf

4 Comments:

Anonymous john said...

João, mas o homem aí nem diz nada de extraordinário. Entre ele querer um crescimento económico de 3,5 por cento (até podia ter dito dois, ou nove) e a economia do país conseguir um crescimento de 3,5 por cento vai uma grande diferença (que não depende dele no Governo ou na Oposição).

Se é irrealismo ou não pensar que a economia portuguesa pode conseguir crescer a 3,5% ao ano? Não sei - diz-me tu, que entendes bem mais do assunto do que eu. De qualquer maneira, há seis anos (pelo menos) que somos governados por pensamento mágico. Mas, na qualidade de leigo, interrogo-me: se a economia não crescer um bocadinho mais, é possível sairmos do buraco?

Abraço

12:26 PM  
Blogger João Teago Figueiredo said...

Tens razão, João. Para sair «disto», teríamos que crescer 4 ou 5% ao ano. No entanto, o meu ponto aqui era o de que se criou um ambiente axiomático em Portugal em que quando Sócrates diz que a economia reage bem quando cresce 1,4% (realidade, não intenção) em 2010, se acha que ele tem uma doença psiquiátrica qualquer. Ao mesmo tempo, Passos Coelho - do alto da virgindade que resulta de ser político num país pouco interessado como este - pode dizer algo inconcretizável sem que ninguém lhe diga que tem um problema grave com a realidade. Já para não falar das caniches que o rodeiam.

Um Abraço,
jtf

12:38 PM  
Anonymous Mr. Brown said...

Leite Campos, vice do PSD, disse há não muito tempo disse que em quatro anos o PSD punha o país a crescer acima dos 2%; Passos em menos tempo já garante 3,5%. Vamos pelo bom caminho... não tarda Marco António Costa garantirá 4% em um ano e Miguel Relvas virá explicar que basta o PSD ser eleito para registarmos um crescimento económico de 5% no final deste ano. ;)
Enfim, venha o FEEF e em seguida não nos livramos da reestruturação da dívida.
Um abraço.

7:11 PM  
Blogger João Teago Figueiredo said...

Tem razão, Mr. Brown. Da restruturação não nos livraremos. Aliás, eu acharia até que seria melhor passar a fase do FEEF e restruturar logo a dívida que, no fundo, é a solução possível - porque o FEEF não é propriamente uma solução, apenas um paliativo.

No entanto, mesmo no fundo do meu pessimismo, acho que nos safaremos disto com mais destreza do que aquilo que agora imaginamos.

Um abraço,
jtf

8:01 PM  

Post a Comment

<< Home