Ética para um polícia
Não gosto de polícias. Nem mais altos, nem mais baixos, nem mais magros ou mais gordos. Nem dos azuis escuros, e nem dos azuis claros. Não tanto pelo que são - alguns até podem ser uma jóia de pessoa -mas pelo tipo de autoridade que habitualmente personificam: serôdia. Que quando não é risível, é um drama. Uma das principais - e irritantes - manifestações do bacoquismo das nossas autoridades consiste na tendência irreprimível para se colarem à letra da(s) lei(s), como se os comandos normativos fossem gizados por empreiteiros e devessem ser lidos com a frieza de ânimo de um manual de instruções do IKEA. Assim, é sem surpresa que leio que para o comando da PSP, os 800 euros mensais extra que o sr. director nacional vem auferindo há 1 ano, no uso de uma regra cuja aplicação nega aos seus subordinados - quebrando a proverbial solidariedade de caserna que vigora nestas instituições - configuram (e cito...) a mera "aplicação da lei, literalmente". Pois, literalmente falando, é bom saber que também na psp há mais dinheiro que bom senso...
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