as flores do mal
uma parte da blogosfera tem-se entretido com a polémica da praça das flores, e da cedência desse espaço por dezassete dias pela câmara municipal de lisboa à skoda, para uma acção publicitária. houve até quem, para ilustrar a acção abusiva da câmara ao ceder assim um espaço, fosse buscar para exemplo as festas da cidade, o festival rock in rio e outros eventos do género.
um disparate, portanto. a polémica em redor da praça das flores estalou porque se trata de uma zona habitacional (motivo discutível) e porque, por acaso, parece que vivem lá alguns bloggers que prontamente se dedicaram a denunciar o caso. gostaria de ver o mesmo empenho relativamente à praça josé fontana, ali perto da estefânia (onde já vivi), onde vários dealers fazem uma pipa de massa em pleno dia a vender droga aos miúdos do liceu camões. mas, regra geral, só barafustamos quando o barulho nos chega a porta.
as comparações acima mencionadas são, para todos efeitos, desprovidas de sentido. as festas da cidade envolvem toda a cidade (ou quase), fazem parte das tradições de lisboa (pelo menos enquanto a asae não rebentar com o negócio da sardinha) e o seu espaço por excelência deve ser as ruas da cidade. o rock in rio (e, já agora, o super bock super rock e o oeiras alive) são festivais de música aos quais toda a gente pode ir, desde que pague bilhete. qual seria a solução? ir fazer o rock in rio no meio da lezíria, onde não houvesse uma alma num raio de quinze quilómetros, de forma a apenas incomodar as vacas?
é compreensível o transtorno dos moradores da praça das flores (se bem que, muito provavelmente, muitos daqueles que agora barafustam publicamente não passam tempo nenhum na dita praça, mas enfim, isto é só um daqueles palpites estúpidos). mas há que ver o outro lado da coisa. por um incómodo de dezassete dias, vão ficar com a praça arranjadinha como deve ser (consta que não estava em muito bom estado). as alternativas seriam ou ficar tudo como estava (e a praça ir-se degradando cada vez mais), ou a câmara decidir arranjar o espaço, e durante meses (anos, eventualmente) estar a praça cheia de grades, pilhas de areia e garrafas de cerveja. podia ser pior.
jc
um disparate, portanto. a polémica em redor da praça das flores estalou porque se trata de uma zona habitacional (motivo discutível) e porque, por acaso, parece que vivem lá alguns bloggers que prontamente se dedicaram a denunciar o caso. gostaria de ver o mesmo empenho relativamente à praça josé fontana, ali perto da estefânia (onde já vivi), onde vários dealers fazem uma pipa de massa em pleno dia a vender droga aos miúdos do liceu camões. mas, regra geral, só barafustamos quando o barulho nos chega a porta.
as comparações acima mencionadas são, para todos efeitos, desprovidas de sentido. as festas da cidade envolvem toda a cidade (ou quase), fazem parte das tradições de lisboa (pelo menos enquanto a asae não rebentar com o negócio da sardinha) e o seu espaço por excelência deve ser as ruas da cidade. o rock in rio (e, já agora, o super bock super rock e o oeiras alive) são festivais de música aos quais toda a gente pode ir, desde que pague bilhete. qual seria a solução? ir fazer o rock in rio no meio da lezíria, onde não houvesse uma alma num raio de quinze quilómetros, de forma a apenas incomodar as vacas?
é compreensível o transtorno dos moradores da praça das flores (se bem que, muito provavelmente, muitos daqueles que agora barafustam publicamente não passam tempo nenhum na dita praça, mas enfim, isto é só um daqueles palpites estúpidos). mas há que ver o outro lado da coisa. por um incómodo de dezassete dias, vão ficar com a praça arranjadinha como deve ser (consta que não estava em muito bom estado). as alternativas seriam ou ficar tudo como estava (e a praça ir-se degradando cada vez mais), ou a câmara decidir arranjar o espaço, e durante meses (anos, eventualmente) estar a praça cheia de grades, pilhas de areia e garrafas de cerveja. podia ser pior.
jc









0 Comments:
Post a Comment
<< Home