17.7.08

talvez não seja má ideia manter o tabuleiro do 'monopoly' por perto

obviamente, a tese do texto que a carmex destaca aqui é verdadeira - e não são necessários grandes estudos científicos para compreender isso, de tão óbvio que é. uma relação amorosa não vive de ar. podemos apaixonar-nos e não saber porque nos apaixonamos (porque amo a sofia e não a sara?). mas quando uma relação tem início, ela vai necessitar de muito mais do que amor para ser bem sucedida. sim, o amor é a centelha que faz tudo começar, e será (quase) sempre o sal da relação. mas não é suficiente. uma relação amorosa exige cuidado, paciência, dedicação, compreensão, sacrifício - e tudo isto de ambas as partes, e da forma mais equilibrada que for possível.

claro que as carreiras profissionais têm grande importância. sempre tiveram, atrevo-me a dizer. mas, honestamente, não que satisfação poderá o nosso sucesso, a nossa realização pessoal trazer-nos, se não tivermos com quem partilhar esse sucesso, essa realização. e não, isso não se partilha com os amigos. com os amigos, celebra-se, paga-se-lhes uma rodada de cervejas no bar do costume no dia em que o nosso livro começa a vender ou quando finalmente chegamos àquele cargo que tanto ambicionámos. talvez duas rodadas de cerveja, dependendo das vendas ou do aumento salarial. mas apenas isso: uma celebração. mas partilhar o nosso sucesso, a nossa realização, é muito mais do que uma celebração ruidosa - é um reconhecimento que apenas pode vir da pessoa que nos ama, e que nós amamos. sem essa pessoa, fica a celebração - e nada mais.

jc

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