
Isto já me tinha ocorrido há tempos, mas voltou-me ao miolo ontem, quando lá fui, e há alguns minutos, quando falava sobre isso com uma das pessoas citadas duas entradas abaixo. E descansem - apesar da imagem ali acima, não virei devoto do café da Starbucks. Gosto, confesso, sobretudo dos copos e sobretudo no Inverno (o café americano da Starbucks, a escaldar no copo, é o melhor amigo do fumador que tem de ir matar o vício ao frio e quer manter as mãos quentinhas). E gosto da cultura americana, claro. No entanto, é difícil converter-me em absoluto ao café americano quando temos o mais saboroso café que já provei - e, felizmente, já tive a oportunidade de beber café em vários países europeus.
Há, no entanto, que tirar o chapéu aos senhores da Starbucks e reconhecer-lhes o apuradíssimo olho para o negócio - ou não fosse a marca americana. Porque colocar um estabelecimento cuja imagem de marca consiste em café - e derivados - servido em recipientes próprios para beber em movimento, na rua, ao lado da fábrica dos pastéis de belém e em frente aos amplos relvados de belém é simplesmente genial. Agora está frio, ainda; mas a partir de Março, será ver a canalha a sentar-se na relva, com as famosas caixinhas hexagonais dos pastéis numa mão e o copinho da Starbucks na outra.
Nós passamos a vida a dizer que os americanos são burros porque pensam que Portugal é uma província espanhola. Mas eles sabem o que fazem. E mais: nem precisam de inventar a roda. A verdade é que nós, tendo o café fantástico que temos, não produzimos uma alma que se lembrasse de o vender para beber na rua, em frente aos sacanas dos pastéis, quando o conceito até já foi inventado. Enfim.
john









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