7.2.09

Got milk? (II)

A (tentativa de) piada na minha última entrada está relacionada com o facto de eu ter ido ver o filme Milk, de Gus Van Sant. E o facto de eu ter ido ver o Milk é extraordinário: não por ser um filme que, superficialmente, é sobre homossexualidade, como alguns leitores poderão pensar, mas sim porque desde o ano de O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei (naturalmente) que eu não via nem um dos filmes nomeados para o Óscar de Melhor Filme. Ou seja, desde 2003 que a escolha da Academia para mim não era surpreendente, dado que eu não podia avaliar coisa nenhuma.

Não que tendo visto apenas um dos vários filmes nomeados me permita avaliar o que quer que seja. Mas ao menos na noite dos Óscares vou ter uma certeza: se Milk foi escolhido como melhor filme e Sean Penn levar a estatueta de melhor actor para casa, não terá sido uma má escolha. Da minha perspectiva, o filme - tal como, por exemplo, Thank You For Smoking não foi um (grande) filme sobre lobby do tabaco versus lobby antitabagista, mas sim sobre retórica e argumentação - é menos sobre homossexuais e mais sobre a luta por uma causa, sobre a motivação que leva alguém a colocar a sua cabeça a prémio para lutar por aquilo em que acredita. A prova disso está numa das melhores cenas do filme, quando Milk decide discursar sob ameaça de ser abatido assim que "tocar no microfone", e cita a Declaração de Independência e a inscrição da Estátua da Liberdade para demonstrar a justiça da sua causa. Em suma: é um excelente filme, com excelentes desempenhos. De resto, não creio que Sean Penn conseguisse representar mal, mesmo que tentasse.

john

0 Comments:

Post a Comment

<< Home