O barro.
Estou a tornar-me especialista em desviar-me do barro que estranhos na rua atiram em todas as direcções para verem onde cola. Isto dito de outra forma significa que ando a evitar com perícia conversas aleatórias de desconhecidos na rua, quando estes começam a barafustar sobre qualquer coisa enquanto me olham nos olhos, na esperança que lhes dê aquele sinal de receptividade que lhes permita disparatar sobre todos os males do mundo. Perdoem-me a crueldade. Mas dá-me um certo gozo ver um estranho já exasperado esbarrar contra um muro de silêncio e engolir toda a sua fúria. Lembrei-me disto há pouco, com um tipo que protestava, para uma plateia que não estava interessada em ouvi-lo, sobre o atraso do autocarro.
john









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