18.8.09

Don't panic (II)

Arthur Dent era um homem perfeitamente normal e insuspeito, até à fatídica manhã em que acorda com máquinas de demolição a dirigirem-se à sua casa - para a demolirem, naturalmente. Mal sabia Arthur que essa manhã, a começar com a iminente destruição da sua casa, terminaria com a destruição do planeta Terra por uma burocrática raça alienígena encarregada de construir uma auto-estrada de hiperespaço. A história, porém, não termina aí, pois um dos amigos de Arthur, Ford Prefect, é afinal um extraterrestre disfarçado, e consegue no último minuto uma boleia espacial para si e para o infeliz terráqueo. E a aventura pela galáxia começa.

Esta seria uma introdução possível a The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, o primeiro volume de uma "trilogia de cinco", como lhe chamou o seu autor, Douglas Adams. No romance, "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" é um livro electrónico com toda a informação possível e imaginária, feita pelos seus próprios utilizadores de acordo com os seus próprios critérios - quase uma Wikipedia, mas infinitamente mais divertida. Tal como o próprio romance é um épico de ficção científica, mas infinitamente mais divertido, a entrar no mais perfeito non-sense. Adams domina a técnica na perfeição: com a leitura da introdução à história o leitor fica logo avisado que prosseguir a leitura causará muito riso descontrolado. E causará (leiam e confirmam), à medida que as aventuras de Arthur, Ford, Trillian, Zaphod e Marvin the Paranoid Android avançam pela galáxia movidas a improbabilidade - literalmente. Pelo caminho, o leitor pode descobrir a resposta para a derradeira questão, a da Vida, do Universo... e de Tudo!... ou pelo menos tentar descobrir a resposta.

Preciso agora de comprar os restantes volumes da "trilogia de cinco": Restaurant at the End of the Universe, Life, the Universe and Everything, So Long and Thanks for all the Fish e Mostly Harmless. A 13 euros o paperback, isto não me vai sair nada em conta. Mas é mais prático do que comprar a compilação, que é bastante gira, mas é um autêntico calhamaço. Para os interessados: os dois primeiros volumes estão traduzidos e editados em português pela Saída de Emergência, o que deve pelo menos garantir a qualidade da tradução (espero). Pessoalmente não gosto de ver livros com capas de filmes.

(Na imagem: a edição que comprei, pequena e maneirinha como se quer um paperback, com capa combinável com as restantes da série. Em Portugal não se fazem coisas assim.)

john

1 Comments:

Blogger Darkness Made Flesh said...

"The spaceship hovered over the city much in the same way as bricks don't."

Cito de memória, mas só por isto já deveria estar no Cânone Ocidental.


Aurea Mediocritas

2:48 PM  

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