Don't panic (II)
Arthur Dent era um homem perfeitamente normal e insuspeito, até à fatídica manhã em que acorda com máquinas de demolição a dirigirem-se à sua casa - para a demolirem, naturalmente. Mal sabia Arthur que essa manhã, a começar com a iminente destruição da sua casa, terminaria com a destruição do planeta Terra por uma burocrática raça alienígena encarregada de construir uma auto-estrada de hiperespaço. A história, porém, não termina aí, pois um dos amigos de Arthur, Ford Prefect, é afinal um extraterrestre disfarçado, e consegue no último minuto uma boleia espacial para si e para o infeliz terráqueo. E a aventura pela galáxia começa.
Esta seria uma introdução possível a The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, o primeiro volume de uma "trilogia de cinco", como lhe chamou o seu autor, Douglas Adams. No romance, "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" é um livro electrónico com toda a informação possível e imaginária, feita pelos seus próprios utilizadores de acordo com os seus próprios critérios - quase uma Wikipedia, mas infinitamente mais divertida. Tal como o próprio romance é um épico de ficção científica, mas infinitamente mais divertido, a entrar no mais perfeito non-sense. Adams domina a técnica na perfeição: com a leitura da introdução à história o leitor fica logo avisado que prosseguir a leitura causará muito riso descontrolado. E causará (leiam e confirmam), à medida que as aventuras de Arthur, Ford, Trillian, Zaphod e Marvin the Paranoid Android avançam pela galáxia movidas a improbabilidade - literalmente. Pelo caminho, o leitor pode descobrir a resposta para a derradeira questão, a da Vida, do Universo... e de Tudo!... ou pelo menos tentar descobrir a resposta.Preciso agora de comprar os restantes volumes da "trilogia de cinco": Restaurant at the End of the Universe, Life, the Universe and Everything, So Long and Thanks for all the Fish e Mostly Harmless. A 13 euros o paperback, isto não me vai sair nada em conta. Mas é mais prático do que comprar a compilação, que é bastante gira, mas é um autêntico calhamaço. Para os interessados: os dois primeiros volumes estão traduzidos e editados em português pela Saída de Emergência, o que deve pelo menos garantir a qualidade da tradução (espero). Pessoalmente não gosto de ver livros com capas de filmes.
(Na imagem: a edição que comprei, pequena e maneirinha como se quer um paperback, com capa combinável com as restantes da série. Em Portugal não se fazem coisas assim.)
john









1 Comments:
"The spaceship hovered over the city much in the same way as bricks don't."
Cito de memória, mas só por isto já deveria estar no Cânone Ocidental.
Aurea Mediocritas
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