9.12.09

Not so secret santa

Não sei se é por ser forreta ou naturalmente "desligado", mas a verdade é que apenas dou prendas de Natal ou de aniversário a três pessoas: ao meu pai, à minha mãe e à minha irmã. Quando o acaso o permite, dou a uma quarta - à namorada - mas isso quase requer ano bissexto. Nunca tive o hábito de trocar prendas com os meus amigos, nem mesmo com os mais próximos. Na verdade, nem acho o conceito de "dar prenda de aniversário" ou de "dar prenda de Natal" uma coisa muito relevante. Chateia-me um bocado a ideia de dar prendas por ocasiões assim. Os melhores presentes que recebi, aqueles que mais significado tiveram (e têm), foram aqueles que pessoas importantes para mim me ofereceram "fora de ocasião", porque viram algo que as fez pensar em mim.

Adiante. Comprar prendas é para mim um suplício. Diria mesmo mais: comprar o que quer que seja para além de discos e livros é um suplício para mim. Vá lá que dou a pouca gente. Para os pais, é simples: a minha irmã escolhe, o mano entra com metade. Para a minha irmã é sempre um sarilho porque não convém pedir-lhe ajuda, naturalmente. Em tempos tinhamos o hábito de fazer uma lista e dar um ao outro, pelo que a coisa se tornava fácil - era só escolher. Mas há dois anos tive a brilhante ideia de ignorar a lista dela e surpreendê-la, e daí para a frente ela deixou de dar listas (não por não ter gostado do que lhe dei, porque gostou e muito; mas por ter percebido que eu afinal até me posso esforçar). Enfim, vou acabar por cair numa Fnac em vésperas de Natal e escolher um livro ou um disco (falta-me originalidade, bem sei, mas ao menos não lhe ofereço peúgas). Como é bom de ver, ainda não estamos em vésperas de Natal, pelo que ainda não comprei nada. A sério, esta época deprime-me.

john

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