Um a menos
João Miguel Tavares despede-se do Diário de Notícias, após polémica recente com Pedro Marques Lopes nas páginas de opinião do diário. Recorde-se que João Miguel Tavares ficou conhecido por uma célebre crónica onde "comparava" o primeiro-ministro, José Sócrates, à Cicciolina - crónica que, de resto, deu origem a um processo em tribunal de Sócrates ao colunista, que o primeiro perdeu. João Miguel Tavares tem sido, dentro do DN (e do panorama de opinião em jornais nacionais), uma das vozes mais críticas ao actual governo, pelo que esta saída não deixa de ser, no mínimo, curiosa. Resta saber porque saiu o colunista: por ter sido "saneado" pela direcção, ou, mais simplesmente, por não estar para aturar patetices. Na verdade, inclino-me para a segunda hipótese.
O que eu não compreendo é a confusão entre jornalista e colunista. No DN, João Miguel Tavares desempenhou funções de colunista, escrevendo a sua opinião. Noutros meios, como o próprio aliás esclarece, é jornalista. Há quem pense que ambas as actividades são incompatíveis - houve até aquele caso da RTP e das suas "linhas de orientação" para os jornalistas que escrevam em blogues, no Twitter ou em redes sociais - um caso que seria cómico se não fosse trágico (e um grave sinal dos tempos). Mas não são. Se o fossem, então também o "jornalismo de causas" teria de ser colocado "em causa. Ou não? No resto, continua a confusão, tantes vezes conveniente, entre "objectividade" (uma ilusão) e "rigor".
john
O que eu não compreendo é a confusão entre jornalista e colunista. No DN, João Miguel Tavares desempenhou funções de colunista, escrevendo a sua opinião. Noutros meios, como o próprio aliás esclarece, é jornalista. Há quem pense que ambas as actividades são incompatíveis - houve até aquele caso da RTP e das suas "linhas de orientação" para os jornalistas que escrevam em blogues, no Twitter ou em redes sociais - um caso que seria cómico se não fosse trágico (e um grave sinal dos tempos). Mas não são. Se o fossem, então também o "jornalismo de causas" teria de ser colocado "em causa. Ou não? No resto, continua a confusão, tantes vezes conveniente, entre "objectividade" (uma ilusão) e "rigor".
john









0 Comments:
Post a Comment
<< Home