25.11.10
Os Micróbios
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6 Comments:
Se te referes ao erro apressado do Público, tens razão - o jornalismo económico está pelas ruas da amargura; mas se te referes ao facto de a errata - que foi feita, e mais bem feita que a maioria das erratas que se lêem em imprensa - não ter ocupado a manchete, não tens razão. Uma errata não é um direito de resposta.
Abraço
João, referia-me às duas coisas. Ou seja, não só é grave fazer manchete de algo que é falso. Como é grave, sendo falso, o desmentido (i.e. a verdade) ser dada sem ser em manchete. Porque assim, no fundo, a verdade é dada em rodapé e a mentira em manchete. E, quanto a mim, a Verdade no jornalismo tem que ter o primeiro plano.
Um Grande Abraço
Este é um daqueles casos em que feita a manchete com uma mentira, não há forma de reparar o erro, sobretudo no efeito gerado na credibilidade do próprio do jornal. Nesse sentido há aqui alguma justiça: quem errou é quem sofre maiores danos.
"Como é grave, sendo falso, o desmentido (i.e. a verdade) ser dada sem ser em manchete."
Há algum jornal do mundo que tenha colocado um desmentido como manchete? Assim à primeira, só me lembro de um caso em que a isso foram obrigado:
http://www.myptsmail.com/hotdog256/blog/wp-content/uploads/2009/11/E868A_dewey_defeats_truman.jpg
Não sendo isso um argumento per se, talvez mereça uma reflexão sobre o motivo de ser essa a tradição. E quando o João Teago diz "a Verdade no jornalismo tem que ter o primeiro plano", até parece que no jornalismo deve haver um qualquer segundo plano onde haverá espaço para a mentira. Não há. A única coisa que importa é que a manchete de um jornal, tal como todo o conteúdo restante, sejam verdadeiros. E a decisão sobre qual a manchete do jornal deve estar dependente do revelo da notícia per se, e não da condição dessa notícia enquanto desmentido de notícia anterior (ainda que essa notícia mentirosa anterior tenha direito a destaque sob a forma de manchete). Nesse aspecto concordo com o João Campos.
Há, contudo, um pormenor com o qual não concordo no comentário do João Campos: parece-me errado retirar desta notícia que o jornalismo económico esteja pelas ruas da amargura. Reformularia para, tão só, o jornalismo está pelas ruas da amargura. Ou concordando com o João Teago no essencial, se é isto a imprensa de referência, estamos muito mal servidos.
Um abraço.
O jornalismo económico é o exemplo do post. Que o jornalismo, em geral, está cada vez pior neste país, não é novidade. A pergunta que deixaria a ambos para o fim-de-semana é: e qual é a causa disso?
Abraço.
"O jornalismo económico é o exemplo do post."
Eu percebi, João. Mas um dos jornalistas que assina o artigo é Ana Henriques que não faz parte da secção de economia do Público, mas sim da secção 'Local' que trata da cidade de Lisboa. Aliás, a própria da notícia não foi publicada na secção de economia, mas antes na secção Local do jornal. Não sou um especialista na forma como se trabalha numa redacção de um jornal, mas calculo que neste tema, caso as coisas tivessem passado pelos jornalistas da secção de economia, teriam sido tratadas de forma mais cuidadosa. Mas a pressão para obter manchetes explosivas antes dos outros e vender jornais... enfim, não me alongo mais. Quanto à pergunta colocada, é um tema interessante, pelo que aproveitarei para deixar no fim-de-semana resposta lá no meu cantinho.
Abraço.
Certo. Também reparei nisso. No entanto, o tema é precisamente... economia. Por mais local que seja. O meu ponto era única e exclusivamente esse.
Aguardarei essa resposta.
Abraço e bom fim-de-semana.
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