6.1.12

Loja dos 300

Há p'ra aí muita conversa desajeitada sobre organizações secretas, tão ao gosto do paladar da audiência desde o dia em que Dan Brown poli-copiou o Código-Da-Vinci e o lançou ao mundo. Não deixa de ser fascinante esta queda do público por tudo o que é vagamente «secreto», um ímpeto quase bisbilhoteiro, mesquinho, transeunte. Porque, como é bom de ver, ninguém se importa em perceber verdadeiramente o que foi e o que é a Maçonaria em si. O que Lhes importa é a trica, o cochicho. Até agora o rei do movimento é o Expresso que, na sua luta pela sobrevivência na selva, se aproxima galopantemente do estatuto de revista-de-tricot, desajeitada, desinteressante, ornamentada e entediante. Salvam-se, como sempre, uns dois ou três artigos de opinião e outros tantos no Cartaz. Naturalmente, como em qualquer grémio, acoplam-se vários tipos de espécies, desde os ratos e os lambe-botas àquela gente decente que nada de lá tira a não ser os salpicos da lama que nestas alturas de lá jorram. Convenhamos que Mozart é um nome demasiado erudito para que esta Maçonaria-a-puxar-para-o-chinelo (O que é a Ongoing?) dele se apoderasse. E este jogo de Quem-é-quem não vale um milímetro da excitação que o Expresso tem posto nele.

jtf   

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