Patriotismo é coisa para pobre*
**Não é muito duvidoso que certos grunhidos não cheguem ao céu. O problema raramente é «aquilo» que se diz, mas sim o «quem» e o «como». Sentam-se em poltronas vermelhas que de encarnadas têm pouco, alinham as gravatas, ajeitam os botões de punho, esticam as camisas com as iniciais no mamilo esquerdo, centram o enquadramento e testam os brancos. Depois espalham a moral do situacionismo por todo o quintal. Doses cavalares para certos equídeos de corte. Não espanta, pois, que se ache que tudo o que se foi espalhando -plano-inclinadamente- tresande à hipocrisia-dos-subnutridos, grossa e possante, excepto se problemas de olfacto os impossibilitarem de distinguir o cheiro a merda do cheiro a jasmim. E, como em tudo, não faltam ajudantes-amestrados, em anuários de ocasião, sempre prontos a ornamentar a matéria fecal com a subtileza comovente de uma vénia.
jtf









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