O quinto elemento
Em primeiro lugar, e já com alguns dias de atraso, tenho de agradecer ao João o convite que me fez para estar aqui presente, bem como as simpáticas palavras com que me apresentou, e que, para lá da generosidade dele, resumem o principal. Esquerdista irremediável (simpatizante daquela esquerda muito sujeita a adjectivações folclóricas, que vão do “trotsquista” e “radical” até ao “caviar”), com alguma ligação a economia, e correntemente emigrado por terras do tio Sam (antecipei-me por uns meses à ‘inteligente’ exortação do nosso governo, pródigo em soluções brilhantes para problemas complicados). Só faltou dizer que sou do Sporting – o que também implica que, pelo menos nos tempos mais próximos, este será o primeiro e único post em que falo de futebol.
Previsivelmente, grande parte do que eu venha a escrever deverá estar relacionado com a crise actual e com a persistência com que, em Portugal e no resto da Europa, se continua a insistir em tentar abrir uma porta à cabeçada, em vez de usar a maçaneta. Aqui e ali, também deverei usar um pouco da minha bílis sobre algumas das principais fontes de irritação sempre que ligava a televisão e logo ouvia um dos ‘especialistas’ do costume (Medina Carreira, João Duque, Cantigas Esteves, et al.) a debitar a habitual ladainha sobre “viver acima das possibilidades” e de como o Estado é a fonte de todos os problemas (surpreendentemente, ou talvez não, os EUA têm bastante gente do mesmo calibre a quem é dado considerável tempo de antena – a diferença é que também o dão ao Krugman e afins, o que acaba por implicar, pelo menos em relação à situação actual, que a diversidade de opiniões que fazem parte do mainstream é bastante maior que a nossa). E, tendo em conta que grande parte dos meus dias é actualmente passado a tentar acompanhar reading lists intermináveis para as várias cadeiras, deverei divagar uma vez ou outra sobre Políticas Públicas e Desenvolvimento Internacional.
Enfim, o principal está dito e o resto do caminho faz-se caminhando. É provável que venha a estar frequentemente em desacordo com o resto das pessoas do blogue, mas sempre achei que o debate e o contraditório são fontes de melhoria e aprendizagem. Reitero o meu obrigado pela oportunidade e até já!
sp









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