É exactamente isto:
Ele nunca se se sentira assim - não quando Henry Cameron caiu aos seus pés no escritório, nem quando viu Steven Mallory estendido numa cama à sua frente, perdido num pranto. Aqueles momentos haviam sido simples, secos. Mas isto que sentia era pena - a completa visão de um homem sem valor ou esperança, uma sensação de finalidade, de impossibilidade de rendenção. Havia vergonha nesse sentimento - a sua própria vergonha por ter de julgar alguém dessa forma, por ter de conhecer uma emoção que não tinha qualquer vestígio de respeito.
Isto é pena, concluiu, e ergueu a cabeça, pensativo. Alguma coisa tem de estar terrivelmente errada com um mundo onde um sentimento tão monstruoso é considerado uma virtude.
Ayn Rand, The Fountainhead (tradução minha).
Boa Páscoa. Volto para a semana.
john









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