O choque tecnológico a pilhas de 1,5V.
Li algures que quem foi votar munido apenas do seu Cartão do Cidadão - aquele cartãozinho mágico que, por meio de um chip, agrega todos os nossos números de identificação - viu-se encalacrado, e acabou por ser necessário o velhinho Cartão de Eleitor, aquele rectângulo gigantesco de cartolina branca.
Pergunto eu agora: para que raio serve afinal o Cartão do Cidadão? Aparentemente, para nada. Haverá quem me diga que serve para "simplificar a vida", pois em vez de termos de ter na carteira o BI, o cartão de eleitor, o cartão de contribuinte, o cartão da segurança social e o cartão de utente, podemos ter apenas um cartãozinho, do tamanho de qualquer cartão multibanco. Puro delírio. Simplificar a vida seria, para começar, eliminar todos os cartões e identificar os cidadãos apenas pelo número da Segurança Social, como aliás se faz em vários países civilizados. Mas já que o frenesim pseudo-tecnológico é inevitável: simplificar a vida seria, antes de implementar o Cartão do Cidadão à martelada, tratar de cobrir todos os aspectos técnicos da coisa. Ou seja, preparar as mesas de voto, as bases de dados, tratar dos mecanismos de segurança, etc.
Já se viu que o nosso "tecno-Governo" mete água por cada chip. Para além dos sucessivos problemas com a criação, emissão e utilização do Cartão do Cidadão, houve também os problemas linguísticos do Magalhães, a sobrecarga dos serviços fiscais online no último dia de entrega do IRS que só não legitimou um roubo por parte do Estado porque os protestos foram, ao que parece ruidosos. Sabe-se que há atrasos na entrega dos computadores dos vários programas e-qualquer coisa. Tanta trapalhada e não consigo ficar descansado quanto à segurança dos nossos dados. Por isso mesmo só farei o Cartão do Cidadão quando a isso for obrigado: em 2010, exactamente no último dia de validade do meu BI. E isto se não emigrar entretanto, claro.
john
Pergunto eu agora: para que raio serve afinal o Cartão do Cidadão? Aparentemente, para nada. Haverá quem me diga que serve para "simplificar a vida", pois em vez de termos de ter na carteira o BI, o cartão de eleitor, o cartão de contribuinte, o cartão da segurança social e o cartão de utente, podemos ter apenas um cartãozinho, do tamanho de qualquer cartão multibanco. Puro delírio. Simplificar a vida seria, para começar, eliminar todos os cartões e identificar os cidadãos apenas pelo número da Segurança Social, como aliás se faz em vários países civilizados. Mas já que o frenesim pseudo-tecnológico é inevitável: simplificar a vida seria, antes de implementar o Cartão do Cidadão à martelada, tratar de cobrir todos os aspectos técnicos da coisa. Ou seja, preparar as mesas de voto, as bases de dados, tratar dos mecanismos de segurança, etc.
Já se viu que o nosso "tecno-Governo" mete água por cada chip. Para além dos sucessivos problemas com a criação, emissão e utilização do Cartão do Cidadão, houve também os problemas linguísticos do Magalhães, a sobrecarga dos serviços fiscais online no último dia de entrega do IRS que só não legitimou um roubo por parte do Estado porque os protestos foram, ao que parece ruidosos. Sabe-se que há atrasos na entrega dos computadores dos vários programas e-qualquer coisa. Tanta trapalhada e não consigo ficar descansado quanto à segurança dos nossos dados. Por isso mesmo só farei o Cartão do Cidadão quando a isso for obrigado: em 2010, exactamente no último dia de validade do meu BI. E isto se não emigrar entretanto, claro.
john









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