Eu ainda nem vi o filme (sublinhe-se o "ainda")
Está para breve, garanto. Mas já vi e li muita coisa sobre Avatar. Como por exemplo, esta crónica de Fernando Gabriel, à qual cheguei através d'O Insurgente. Pseudo-filosofias à parte, que disso têm os críticos de cinema (aqueles que fazem vida disso) de sobra, e que tal ver o filme apenas como, sei lá, um filme? O cinema costuma entreter - divertir? - muito mais quando não perdemos as três horas de projecção a procurar um "manifesto revolucionário", "apologias do terrorismo"ou mesmo "uma distorção grotesca da história política da década" (duvido que Cameron tivesse tamanha presunção). Ou até comparações com os "arianos". Digo eu, sei lá. Há quem veja filmes apenas e só para dizer mal deles (os críticos). Há quem procure uma "mensagem", um traçozinho de "propaganda", enfim, qualquer coisa nas entrelinhas, independentemente de o realizador e o argumentista terem realmente colocado qualquer coisa nas entrelinhas. Há também uns quantos malucos - como eu, por exemplo; espero que haja mais gente por aí - que vê filmes porque gosta de ver filmes, uma história contada por imagens, sejam elas feitas com actores reais ou em animação (ou num misto das duas). Assim de repente lembro-me do V for Vendetta, que também estava, aparentemente, cheio até ao pipo de "significados políticos". Pois estava, isso tudo é muito giro, mas o filme vale pelo Hugo Weaving, pela Natalie Portman e pela história que é contada, não por qualquer alegoria política que os Wachowsky tenham pensado, ou que nós, público, tenhamos pensado que eles tenham pensado. Para quê meter lá política, mesmo que o realizador a meta lá? Que diabo: esta merda estraga-me mais a ida ao cinema do que qualquer spoiler que possa encontrar quando vasculho os messageboards do imdb.com. Mais valia que o Fernando Gabriel tivesse dito quem morre no fim.
john
john









2 Comments:
EU SEI QUEM MORRE NO FIM!!!! (é o bonequito verde, né?)
:D
(é verde, aquilo, não é? e aquilo é um boneco, não é?)
Eu procuro sempre mensagens nos filmes e acho que aprendo mais com as comédias do que com os filmes pesados pesadissimos mas vá, o que interessa é que te desejo um bom ano novo e sim, que abril chegue depressa (por causa da tecla zero na aldeia e tal...)
:)
Haha. Acho que é mais para o azulado, mas ainda não vi.
Eu não desgosto das "mensagens" - só me irritam as "críticas" que fazem mais referências filosóficas do que a bibliografia do primeiro ano de um curso de Filosofia - como se o espectador médio tivesse todas essas noções, e como se, de resto, elas interessassem para alguma coisa.
Obrigado pelos votos. Bom ano também para ti, Margarida. A tecla zero não será problema tão cedo, espero!
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