Frei Tomás #1

1. Eduardo Catroga, nascido em Abrantes em 1942. Economista. Ministro das Finanças de Cavaco Silva, de Dezembro de '93 a Outubro de '95;
2. Catroga disse ontem a Judite de Sousa que se fosse Ministro não teria esbanjado os recursos públicos e que eliminaria por completo esse monstro socialista que são as Parcerias Publico-Privadas;
3. A Ponte Vasco da Gama, com 17.300 metros de comprimento, é uma das maiores pontes do Mundo. O início da sua construção deu-se no mês de Setembro de '94, tendo sido terminada em Dezembro de '97. Esta ponte foi construída em regime Parceria Público-Privada com o consórcio Lusoponte, presidido hoje pelo então Ministro das Obras Públicas Joaquim Ferreira do Amaral. Este contrato é, desta forma, o primeiro contrato em PPP feito em Portugal.
jtf









1 Comments:
Caro jtf,
gostava que me desse dois números: 1) Volume de PPP feitas nos governos Cavaco e 2) Volume de PPP feitas no governo Guterres e seguintes. Depois, diga-me se sabe que contrato foi renegociado, em prejuizo do Estado português, no ano 2000. Sabe, as PPP não são más por si, se forem utilizadas como mecanismo de maior eficiência na gestão financeira de certos projectos. São, inclusivamente, utilizadas em muitos paises da europa com óptimos resultados. O problema português é que foram usadas em excesso, como forma do estado arranjar financiamento 'privado' para as suas obras. E esse excesso todos sabemos quem o cometeu e porque o cometeu (o porque aqui é muito importante).
Aliás, é curioso que na blogosfera, quem primeiro levantou o ponto que o jtf agora refere, tenha sido o Daniel Oliveira, que ainda há não muito tempo escrevia sobre as PPP: "A moda começou com Guterres, continuou com Durão e Santana e seguiu o seu caminho com Sócrates". Agora, Daniel Oliveira descobriu que a moda começou com Catroga. De facto, a primeira PPP é de Catroga, mas isso pouco ou nada diz sobre se Catroga, caso tivesse sido ministro das finanças de 1995 até os dias de hoje, esbanjaria o dinheiro que desde lá se esbanjou nesse tipo de projectos. O problema das PPP nunca foi o estado as ter utilizado para construir umas centenas de quilómetros de auto-estradas, mas sim tê-las utilizado para construir milhares de quilómetros inuteis e outras coisas tais. E fê-lo porque quis insistir no investimento público para solucionar a situação da economia portuguesa (quanto não tinha dinheiro para tal) e porque foi, opinião minha, capturado por interesses privados (que aproveitaram-se das PPP para obter investimentos rentáveis sem grande risco). Essa é que é a discussão séria e honesta que valia a pena fazer.
PS: os 'frei tomás' nesta matéria são aqueles que abominam as PPP mas, ao mesmo tempo, defendem TGV's e aeroportos.
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