26.10.10

Sem cartazes

Cavaco Silva afirma não ir utilizar cartazes na campanha da sua recandidatura à presidência da república. Para além da poupança que possibilita, sempre louvável, esta medida é importante sobretudo do ponto de vista estético. Com isto não quero dizer - mais um disclaimer - que Cavaco teria necessariamente cartazes feios. Aliás, o argumento da imagem, utilizado e estafado nas últimas legislativas, quando Manuela Ferreira Leite era líder (do que podia liderar) do PSD, para mim não tem qualquer valor, como se a idade ou a beleza física dissessem alguma coisa da competência das pessoas (até porque as eleições destinam-se a escolher o presidente da república, não a miss e o mister Portugal). Falo do ponto de vista estético precisamente porque é horrível, em períodos de campanha eleitoral, ver as cidades repletas de outdoors e de cartazes colados nas paredes, que normalmente não são removidos em tempo útil, sendo essa tarefa entregue à meteorologia - o que torna as ruas consideravelmente mais feias. Saber que dos quatro ou cinco candidatos à presidência há pelo menos um que não vai mandar colar papel em toda a parte só pode por isso ser uma excelente notícia.

john

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