Odisseia no espaço
Trinta de agosto de 2015, trinta graus e mais alguns pós. Cruzo a fronteira de Vilar Formoso no meu Ford Capri verde alface, vidros abertos, óculos Ray-Ban sem o serem, t-shirt preta dos Smiths. O cheiro a queimado e o deserto impossibilitam o respirar e soluçam as sensações. Em Lisboa, bem no centro do terreiro do paço, junto do cais das colunas, um homem já com as vestes queimadas e rodeado de defuntos ergue um papel onde diz ao mundo: três por cento de défice.
jtf









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