Carnage
Irrepreensivelmente, Waltz, Foster, Winslet e -sobretudo- Reilly (eterno officer Jim Kurring) compõem uma aguarela aparentemente banal dos mecanismos inter e intra-relacionais modernos, nova-iorquinos, urbanos e irremediavelmente globalizados. O derradeiro reduto doméstico e domesticado em que Polanski gosta de borbulhar, na aparente simplicidade, no desprendimento da (ou das) mensagens. «Carnage» constrói e desconstrói os sucessivos equilíbrios sociais, colectivos e individuais. Sexistas às terças, relacionais às sextas, profissionais aos fins-de-semana, e o resto reserva-se à perversidade do «íntimo». No fundo, a absoluta literalidade da mensagem é sublimada pelo complexo desempenho dos mensageiros. É um triunfo da reacção sobre a acção.
jtf









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