16.2.12

Os Putos, Ai Os Putos II




















Parece hoje relativamente sólida a doutrina que diz que desinfectar Portugal da infecção que são portugueses (os que ainda cá sobejam) é a melhor forma de facilitar a vida aos que dele se ocupam governando-o. Desinfectem, pá! A valsa principiou com Alexandre Mestre exortando os desempregados a deixarem a sua refastelada «zona de conforto», os James Martins, iPads, iPods, os Audis em cabriole e darem corda aos sapatinhos; depois o próprio capitão-do-bote apontou o dedo indicador para Belém-do-Pará e para as margens do Zambeze; agora, talvez devido ao frio, um dos quatro jotas-mais-jotas-que-há brinda a assistência com um número de equilibrismo de uma bola com a ponta do nariz: Quem não quer servir de mercadoria, que zarpe da Administração Pública, proclama o paquiderme naquela voz que só os paquidermes têm. Apesar da espécie é um paquiderme jovem, 35 sorridentes aninhos, 25,571% dos quais como deputado da nação e mais umas dezenas de meses a dar a facada final ao moribundo Belenenses Futebol Clube. «Está bonita a festa, pá».

jtf

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