Do Jornalismo Português
Esta coisa é muito parecida com um jogo de badminton. O volante voa de borda em borda mas nunca chega a beijar o solo, como se imporia. Desta feita (como diz o Joaquim Rita), o "Expresso" decidiu brindar a assistência com um número de cinco bolas no ar, neóns e tiradas de projéctil-de-longo-alcance. Como se notará, muito me apetece galhofar na galhofa que nos tem ocupado nas últimas semanas, apara-relvas e licenciaturas instantâneas knorr. Todavia (bonita adversativa), nunca se poderia deixar passar incólumes os exercícios de dança-jazz com que a direcção de Ricardo Costa nos tem brindado, desde que pega nos cornos do panzer. Parece que para o "Expresso" dos dias de hoje um gajo que não colaborar com os devaneios editoriais da direcção, está automaticamente vulnerável a que sobre ele se publique qualquer-coisa, mesmo que incorrecta, falsa ou parcial. A imaginação jornalistica comandará a vigência do art. 33 da Constituição; o que, sabendo nós o quanto Costa ignora, é possível que não seja boa coisa. Basicamente a coisa é assim: lá em Paço de Arcos a malta reúne-se no bar e decide suspeitar que o Zé gamou três milhões de mirtilos ao Galriça; pergunta-se ao Zé; o Zé diz que não fala; e a malta do "Expresso" publica o que lhe apetece. Se depois for falso, o Zé que tivesse respondido. Ver o Ricardo Costa vestido de sevilhana é engraçado, mas dispensa-se.
jtf









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