9.2.09

E deu-me um trabalho do diabo arranjar um título para este post, acreditem.

Tantos fãs* de Radiohead por aqui e ninguém comenta que os rapazes ganharam, com In Rainbows, o Grammy para melhor álbum alternativo? Foi bom, mas soube a pouco: deviam ter ganho todos os prémios que os Coldplay levaram.

*Não gosto muito da palavra fã, nem como de me assumir como fã do que quer que seja. Acho excessivo, que querem. Se tivesse a oportunidade de conhecer o Thom Yorke, garanto que não lhe pediria um autógrafo. Mas logo falo dos autógrafos noutro texto.

**Sim, Fábio, sei que gostas muito dos Coldplay (e acho que o João também). E reconheço que os moços até fazem umas músicas catitas. Mas acho que o género onde se inserem -
bandas-com-vocalistas-masculinos-a-cantar-em-falsete - é mais bem representada pelos Radiohead (variante alternativa-depressiva-demente), pelos Muse (variante melancólica-e-épica-ao-vivo) ou pelos Placebo (variante rock-e-mais-qualquer-coisa-que-não-identifico). Por esta ordem, note-se. Na verdade, tenho uma ligeira embirração crónica com os Coldplay. A primeira música que deles ouvi - Yellow - enjoou-me mais do que vodka-limão, e o single que os mandou para a estratosfera - The Scientist, creio - passou tanto na rádio que me causou overdose. Repito: os gajos são bons. Mas quando o Chris Martin e a sua malta fizerem uma música tão boa como Where I End and You Begin, Butterflies and Hurricanes ou This Picture, eu darei a mão à palmatória.

john

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