Eu e as senhas
Ainda assim, john, há esperança, ou, se for o caso, muita sorte. Tendo feito o pedido para o Cartão do Cidadão no dia 12 deste mês e avisado pela simpática senhora que na altura me atendeu em como a carta com o aviso para o levantamento deveria chegar à minha morada num período de "uma semana a três meses", eis que, hoje, ao verificar a caixa do correio, já lá estava o referido envelope, imprescindível para adquirir aquele pequeno cartão que me permite aliviar o volume da carteira. Uma semana exacta, foi o que demorou. Diria a outra: há coisas fantásticas, não há?
Mais: com outros assuntos para tratar - nomeadamente o cultivo da preguiça -, dirigi-me à Loja do Cidadão de Viseu passavam vinte minutos das sete da tarde. Fechava às 19h30, ia com a ideia que era às 20h. Desço as escadas num rodopio frenético até à secção pretendida, com a desilusão de que já não teria tempo por ainda haver muita gente na fila ou por se aproximar a hora do fecho. Deparei-me com o serviço quase deserto. Somente uma mulher jovem estava sentada a fazer o pedido do seu próprio cartão. Outra senhora atrás de uma das mesas de atendimento (resistente para uma hora de fim de expediente) sorria para a minha cara certamente corada pelo calor ou, quem sabe, pela azáfama com que me deve ter visto irromper pelas escadas. Aguardava com o dedo posto no aparelho com que se avança no quadro electrónico das senhas que eu tirasse a minha. No mesmo instante em que a tirei, fui chamado. Contando com a experiência anterior, entrámos num período de tréguas.
Saí do edifício uns bons três ou quatro minutos antes do fecho das portas. Com o novo cartão no bolso. E sem óculos na fotografia, reitere-se. Não tenho com que me preocupar, dizem-me os apologistas das lentes de contacto. Pelos vistos, fico bem sem eles. Tenho pena por esses benévolos elogios. Ainda está para vir o dia em que consiga manter uma relação estável com uma qualquer película por cima das minhas córneas.
fs
Mais: com outros assuntos para tratar - nomeadamente o cultivo da preguiça -, dirigi-me à Loja do Cidadão de Viseu passavam vinte minutos das sete da tarde. Fechava às 19h30, ia com a ideia que era às 20h. Desço as escadas num rodopio frenético até à secção pretendida, com a desilusão de que já não teria tempo por ainda haver muita gente na fila ou por se aproximar a hora do fecho. Deparei-me com o serviço quase deserto. Somente uma mulher jovem estava sentada a fazer o pedido do seu próprio cartão. Outra senhora atrás de uma das mesas de atendimento (resistente para uma hora de fim de expediente) sorria para a minha cara certamente corada pelo calor ou, quem sabe, pela azáfama com que me deve ter visto irromper pelas escadas. Aguardava com o dedo posto no aparelho com que se avança no quadro electrónico das senhas que eu tirasse a minha. No mesmo instante em que a tirei, fui chamado. Contando com a experiência anterior, entrámos num período de tréguas.
Saí do edifício uns bons três ou quatro minutos antes do fecho das portas. Com o novo cartão no bolso. E sem óculos na fotografia, reitere-se. Não tenho com que me preocupar, dizem-me os apologistas das lentes de contacto. Pelos vistos, fico bem sem eles. Tenho pena por esses benévolos elogios. Ainda está para vir o dia em que consiga manter uma relação estável com uma qualquer película por cima das minhas córneas.
fs









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