Leituras improváveis.
Ela: Então e o que andas a ler agora?
Eu: Neste momento, nada. Acabei de ler um livro intitulado Dreamfall, de Joan Vinge, e ainda não peguei noutro. Tenho de ver se compro qualquer coisa. E tu, andas a ler alguma coisa agora?
Ela: Hum, sim.
Eu: O quê?
Ela: Só te digo se prometeres que não gozas comigo.
Eu: Pelo amor de Deus, é claro que não gozo. O que andas a ler?
Ela: O "Crepúsculo".
Eu: Nem é preciso gozar.
Este diálogo é real. "Ela" é uma grande amiga minha (se leres isto, moça, olha, não te assanhes, que não é por mal). Não consigo compreender como é possível alguém se envergonhar daquilo que lê de livre e espontânea vontade. Eu também leio livros de Magic: The Gathering, Warcraft e Starcraft e tenho a certeza de que quem me vê na Carris a ler tais livros pensa que eu sou um geek completo e acabado. O que não me preocupa minimamente. Como disse, não gosto é de pessoas que não gostam de ler, que têm alergia a livros. Isso não compreendo. A minha amiga gosta de ler Stephenie Meyer? Óptimo. Eu nunca li, e só o facto de saber que a história mete vampiros que não morrem com a luz do sol fará com que eu nunca leia a senhora, pois eu sou conservador nestas coisas e o desvio máximo que admito ao "vampiro clássico" é o Blade, personagem interpretada no cinema por Wesley Snipes. As histórias à volta da senhora Meyer são para mim irrelevantes. Também a JK Rowling, escritora que aprecio, foi acusada de plágio e o caso morreu antes mesmo de ter nascido. Se entramos por aí, toda a fantasia posterior a O Senhor dos Anéis é plágio. Adiante. Uma amiga que leu Meyer antes de ela se ter tornado no fenómeno adolescente que é hoje diz-me que a escrita da senhora é sofrível. Acredito. Outra minha amiga, que tenho como uma pessoa culta, tem como livro preferido precisamente o Twilight. É lá com ela. O meu foi, até ler Tolkien, Salinger e Rand, um livro da colecção de Magic: The Gathering - Brothers War é o seu título (do livro), foi escrito por Jeff Grubb e estou absolutamente convencido que se não estivesse ligado ao jogo de cartas seria considerado pela crítica como o melhor romance de fantasia desde Tolkien (não estou a brincar). E não tenho vergonha nenhuma disso, recomendá-lo-ei a toda a gente com o mesmo entusiasmo que recomendo The Catcher in the Rye ou The Fountainhead. Tenho amigos que gostam de Margarida Rebelo Pinto, José Rodrigues dos Santos, Miguel Sousa Tavares. Não tenciono ler regularmente nenhum livro destes escritores. Não será por isso que a minha escolha é mais válida que a deles. Quero lá saber. Leiam. Eu não gozo, desde que não tenham vergonha daquilo que lêem. Aliás, se tiverem, eu nem preciso de gozar, não é?
john
Eu: Neste momento, nada. Acabei de ler um livro intitulado Dreamfall, de Joan Vinge, e ainda não peguei noutro. Tenho de ver se compro qualquer coisa. E tu, andas a ler alguma coisa agora?
Ela: Hum, sim.
Eu: O quê?
Ela: Só te digo se prometeres que não gozas comigo.
Eu: Pelo amor de Deus, é claro que não gozo. O que andas a ler?
Ela: O "Crepúsculo".
Eu: Nem é preciso gozar.
Este diálogo é real. "Ela" é uma grande amiga minha (se leres isto, moça, olha, não te assanhes, que não é por mal). Não consigo compreender como é possível alguém se envergonhar daquilo que lê de livre e espontânea vontade. Eu também leio livros de Magic: The Gathering, Warcraft e Starcraft e tenho a certeza de que quem me vê na Carris a ler tais livros pensa que eu sou um geek completo e acabado. O que não me preocupa minimamente. Como disse, não gosto é de pessoas que não gostam de ler, que têm alergia a livros. Isso não compreendo. A minha amiga gosta de ler Stephenie Meyer? Óptimo. Eu nunca li, e só o facto de saber que a história mete vampiros que não morrem com a luz do sol fará com que eu nunca leia a senhora, pois eu sou conservador nestas coisas e o desvio máximo que admito ao "vampiro clássico" é o Blade, personagem interpretada no cinema por Wesley Snipes. As histórias à volta da senhora Meyer são para mim irrelevantes. Também a JK Rowling, escritora que aprecio, foi acusada de plágio e o caso morreu antes mesmo de ter nascido. Se entramos por aí, toda a fantasia posterior a O Senhor dos Anéis é plágio. Adiante. Uma amiga que leu Meyer antes de ela se ter tornado no fenómeno adolescente que é hoje diz-me que a escrita da senhora é sofrível. Acredito. Outra minha amiga, que tenho como uma pessoa culta, tem como livro preferido precisamente o Twilight. É lá com ela. O meu foi, até ler Tolkien, Salinger e Rand, um livro da colecção de Magic: The Gathering - Brothers War é o seu título (do livro), foi escrito por Jeff Grubb e estou absolutamente convencido que se não estivesse ligado ao jogo de cartas seria considerado pela crítica como o melhor romance de fantasia desde Tolkien (não estou a brincar). E não tenho vergonha nenhuma disso, recomendá-lo-ei a toda a gente com o mesmo entusiasmo que recomendo The Catcher in the Rye ou The Fountainhead. Tenho amigos que gostam de Margarida Rebelo Pinto, José Rodrigues dos Santos, Miguel Sousa Tavares. Não tenciono ler regularmente nenhum livro destes escritores. Não será por isso que a minha escolha é mais válida que a deles. Quero lá saber. Leiam. Eu não gozo, desde que não tenham vergonha daquilo que lêem. Aliás, se tiverem, eu nem preciso de gozar, não é?
john









0 Comments:
Post a Comment
<< Home