O medo de existir #2
Não se consegue viver em Portugal. Concluo. É cada vez mais clara a esquizofrenia em que caímos. E vamos caindo. Faz quase 900 anos que assim é. Vejamos:
(i) Somos desgostosos uns dos outros com uma convicção estranha;
(ii) Quando cada um de nós se manifesta desgostoso do povo, não percebe que o povo é desgostoso dele e que isso é característica de ser Português;
(iii) Vivemos num dramodilema com poucas soluções à vista, em que os cargos políticos/públicos (mais cedo que tarde) serão definidos por directores de informação/jornalistas/palhaçosvários, aos quais importa perguntar que interesse os orienta ao lançar suspeitas sobre algo/alguém. Sequência lógica:
não raras vezes é exigido que qualquer suspeito(remoto ou verosímil)/arguido deve demitir-se por razões éticas e/ou morais > o lançamento de suspeitas sobre alguém assenta no facto de serem publicadas notícias que levantam a possibilidade de alguém estar associado a algum processo judicial em curso > de três uma, ou as suspeitas saem por violação do segredo-de-justiça ou por delírio-de-redacção ou por decisão de um magistrado (que fundadamente suspeita de alguém) > tanto num caso como nos outros, força-se-á alguém a demitir-se (sobre a capa da tal ética) quando isso está unicamente dependente das decisões de 1 magistrados 2 jornalistas 3 funcionários judiciais. E nada me leva a duvidar que os magistrados, jornalistas e funcionários não sejam sensatos, mas nada me pode garantir que serão.
jtf
(i) Somos desgostosos uns dos outros com uma convicção estranha;
(ii) Quando cada um de nós se manifesta desgostoso do povo, não percebe que o povo é desgostoso dele e que isso é característica de ser Português;
(iii) Vivemos num dramodilema com poucas soluções à vista, em que os cargos políticos/públicos (mais cedo que tarde) serão definidos por directores de informação/jornalistas/palhaçosvários, aos quais importa perguntar que interesse os orienta ao lançar suspeitas sobre algo/alguém. Sequência lógica:
não raras vezes é exigido que qualquer suspeito(remoto ou verosímil)/arguido deve demitir-se por razões éticas e/ou morais > o lançamento de suspeitas sobre alguém assenta no facto de serem publicadas notícias que levantam a possibilidade de alguém estar associado a algum processo judicial em curso > de três uma, ou as suspeitas saem por violação do segredo-de-justiça ou por delírio-de-redacção ou por decisão de um magistrado (que fundadamente suspeita de alguém) > tanto num caso como nos outros, força-se-á alguém a demitir-se (sobre a capa da tal ética) quando isso está unicamente dependente das decisões de 1 magistrados 2 jornalistas 3 funcionários judiciais. E nada me leva a duvidar que os magistrados, jornalistas e funcionários não sejam sensatos, mas nada me pode garantir que serão.
jtf









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