31.12.09

A falsa modéstia

Um dos traços de carácter que menos aprecio é a falsa modéstia. Não devemos ter vergonha de algo que fazemos bem se realmente o fazemos bem. Para mim, é precisamente esse o caso de José Mourinho, que afirma ter sido o melhor treinador de futebol da década que agora termina. Evidentemente que o foi - Mourinho venceu, enquanto treinador do Futebol Clube do Porto, várias competições nacionais (não me lembro de todas), uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões; fez do Chelsea campeão de Inglaterra passados 50 anos - sim, teve o dinheiro que quis para fazer uma equipa, mas outro treinador podia facilmente cair na tentação de fazer um novo Real Madrid. No Chelsea, não chegou mais longe na Liga dos Campeões porque, por duas vezes, esbarrou com um fenomenal Barcelona. E foi campeão de Itália pelo Inter, proeza que parece querer repetir este ano. Ou seja, foi campeão em três campeonatos europeus diferentes, e venceu algumas edições das competições europeias. É arrogante? É realista: ele é, de facto, o melhor. Não perde tempo com falsas modéstias, algo que os portugueses tanto apreciam (ver os comentários à notícia citada), e faz ele muito bem.

john

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