22.1.10

Os meus filmes de 2009

Não deixa de ser interessante ver a minha lista de filmes de 2009. Como é óbvio, nem todos estrearam em 2009; as minhas listas é que nunca se limitam aos lançamentos que ocorrem durante um ano. Se assim fosse, não as poderia fazer. Não que isso fosse um problema, ou que daí viesse algum mal ao mundo, mas por algum motivo - chamem-lhe "cedência ao cliché" - divirto-me a fazê-las. Para além disso, também posso perguntar: afinal, o que é "novo"? Aquilo que estreia, de facto, ou aquilo que vemos ou lemos ou ouvimos pela primeira vez? O filme 2001: A Space Odyssey foi para mim uma novidade, apesar de ter estreado em 1968 - uma novidade idêntica ao melhor filme de 2009. Falo, obviamente, de Gran Torino, de Clint Eastwood; e afirmo desde já que será uma vergonha este filme não ser nomeado para os Óscares, como me parece que não vai ser.

Mas divago. Dizia eu que é interessante ver a minha lista, porque nela encontro um padrão mais ou menos óbvio, que me permite afirmar que 2009 foi o meu ano dos "filmes de guerra". 2001 (o filme, não o ano) terá sido a excepção à regra. Gran Torino? Não é sobre a guerra em si, mas conta a história de um veterano de guerra, pelo que não me parece abusivo fazer aqui a ponte - com os traumas deixados pela guerra da Coreia, com as relações com a vizinhança, inicialmente turbulentas e posteriormente de amizade. Com os outros, é mais evidente: Full Metal Jacket e Apocalypse Now! são filmes de guerra, provavelmente os melhores do género. Waltz With Bashir é sobre a guerra, os traumas, e a nossa incapacidade em deixar a guerra completamente para trás. Inglourious Basterds, com a sua visão alternativa da Segunda Guerra Mundial, conta a história (entre as outras histórias) dos Basterds, o bando do tenente Aldo Raine com uma fixação por escalpes nazis. E a odisseia de ficção científica de Cameron, Avatar, centra-se na guerra dos humanos contra os Na'vi - e, por fim, na guerra contra a própria natureza.

Não que todos estes filmes sejam fundamentalmente "filmes de guerra", mas a ideia da guerra está sempre presente neles, com maior ou menor intensidade (excepto em 2001). Curioso, isto.

2 Comments:

Blogger Sophia said...

"500 days with summer"

(porque, às vezes, é nas coisas simples que se tiram grandes lições)

3:30 PM  
Blogger João Campos said...

Já ouvi falar muito bem desse filme. Tenho de ver se encontro algures.

6:45 PM  

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