"@"?
Apenas para informar que não vou aderir à (completamente imbecil) "moda" politicamente correcta (passe a redundância) de eliminar o género, normalmente masculino, das palavras durante o texto, substituindo "o" por "@", como se o símbolo "@" valesse qualquer coisa fora de um endereço de correio electrónico por estas bandas. A língua portuguesa não é a inglesa; na dúvida, vai um masculino de carácter geral, como sempre se fez.
john
john









18 Comments:
:D
É giro! Anomim@ é tipo travesti, não sabes se é gajo ou gaja. Mais fofo ainda é quando usam nos palavrões como se atenuasse as coisas; "c@r@lho, Fod@-se" e por aí. Chama-se criatividade dos racionais e não, não funciona...
Beij@!
Ó Margarida, eu vivi um ano no Conde Redondo, e nunca ouvi a vizinhança (toda a gente sabe a que vizinhança me refiro) a falar por "arrobas"... heh. Mas a teoria é boa, muito boa.
Já "criatividade dos racionais" parece-me um daqueles conceitos que dá para explicar tudo aquilo que se quiser, no modo if you can't dazzle them with brilliance, baffle them with bullshit. Heh.
Ah, e continuo à espera da teoria da música matinal :)*
Adorei essa frase. A teoria é simples e comigo funciona; se vais de carro, só podes ouvir musica do estilo "Motorcycle Emptiness" dos Manic Street Preachers para a condução fazer sentido. Se tiveres uma dor de alma, Joy division (ou new order se ela não era assim tão importante) e eu, quando preciso de sentir poder, ouço sempre Stevie Nicks. A verdade é que a música embala a alma e uma alma embalada quer lá saber de quem está ao lado. Não querem saber (não quero saber). Há uma frase que diz "quando a música está muito alta, os meus problemas deixam de se fazer ouvir" e eu acredito tanto nisso.
(Não sei se me fiz entender, hoje estou numa de Garbage:) )
Ah, os Garbage... belas recordações.
E a Motorcycle Emptiness é uma bela cantiga, ainda que dos Manic Street Preachers prefira a Ocean Spray. Mas não sei se é bom para conduzir, porque não tenho carta de condução.
Mas, Margarida, a teoria é perfeitamente compatível com a correcta utilização de auscultadores. Guarda o som para nós, e podemos tê-lo no volume que quisermos, a rebentar os tímpanos. A mim não me custa que os mitras da minha vizinhança silenciem os seus problemas com kizomba às nove da manhã. Custa-me é que eu não tenha forma de silenciar - nem com os meus auscultadores - o problema que essa kizomba gera nos meus ouvidos.
Por isso, se a Margarida um dia destes ler no jornal a manchete "Alentejano leva carreira 742 ao suicídio ao som do Amnesiac, dos Radiohead", então sabe que fui eu :)
Espera, não te vás embora, tou entediada e não te vou largar, vou só ler a tua resposta (ai que bom, alguém inteligente()
Ok, alentejano... especifica alentejano porque mais do que eu, não (Alcacer do Sal não vale)
Mas quem é que não tem carta de condução, senhores....
Os meus phones são da maça e mesmo assim já tive queixas de outras pessoas que me avisaram que iria ficar surda (quem me dera)
(Aguardo resposta)
Odemira, distrito de Beja.
Ah, ganhei...
(Vila Verde de Ficalho. Serpa)
Bom, eu não tenho carta de condução. Tenho aqui um livro de código quase tão grosso como aquela calha do Bolaño, mas ainda não pensei a sério nisso. A Carris gosta muito de mim.
Serpa. Grande localidade, sim senhor. Mas nisto de ser alentejano não há vitórias, pois a vitória, enfim, é ser alentejano (alentejana).
Nunca ninguém me disse que ia ficar surdo. Acho que ficar surdo é o que o utente médio do 742 deseja a um tipo despenteado, de barba por fazer e vestido de preto (nem sempre, vá).
*é o mínimo que o utente médio do, bla bla bla. Preciso de jantar, é o que é.
John:
Kill them with kindness
http://www.youtube.com/watch?v=b9vcZ4PwJZc
Heh. É uma ideia a considerar, de facto.
Eu uso o velhinho "o/a"... Estou a ver que não sou moderna!
"O/a" é tão 2009... :)
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