14.2.11

Da Trivialidade

Abre-se a televisão e lá estão os arautos. Munidos de simplicidades, peçados desconexos da realidade. Apregoando as maravilhas de ciência. As maravilhas da ciência de trazer-por-casa.

Sente-se.
Está sentado?

Adormeça e sonhe com um país governado pelos Medinas e alguns bloggers, bem nutridos dos alfas e dos ómegas escondidos na pacotilha que os enxerta. Tão inteligentes que eles são. Remediados ignorantes que, alegres, repetem as trivialidades de quem lê pela primeira vez o The Economist. Abre-se a televisão e é como se abrissemos a janela de um mundo paralelo. Outro. Abre-se a televisão e, como num plano inclinado, desespera-se.

Cá de baixo, olhamos a cátedra dos geniais inúteis que nos cercam. Cá de baixo, ouvimo-los declamar a estória do mel, cobertos por aquela pose de quem acha que mais ninguém sabe ler.

jtf

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