O povo unido jamais será vencido...
Mas só um bocadinho... porque isto de lutar é uma trabalheira e depois vem o domingo e eu mereço o meu descanso. Se calhar até está sol e calor e eu vou à praia porque mereço e porque gritei um bocadinho ontem.
Eis os interstícios da indignação dos portugueses — daqueles 600 mil que inundaram ruas e praças com palavras de ordem; daqueles 600 mil que ontem tiveram a força humana para derrubar a República podre e não o fizeram...
Hoje, os políticos dizem que é normal e aceitável que as pessoas se manifestem: faz parte do jogo democrático. E fica tudo na mesma. Continua o autismo governamental, continua a cruzada insana do Ministro das Finanças e a sujeição de um Primeiro Ministro — eleito pelos portugueses — à vontade e aos mandamentos de entidades privadas e interesses pessoais mascarados de legítimas entidades extra-governamentais.
Basta! digo eu. Mas basta de austeridade e governo para enriquecer os que já são muito ricos (género Robin dos Bosques ao contrário) ou basta de dizer basta e nada fazer?
Desagrada-me e entristece-me ver (como ontem à noite) imagens de gente a ameaçar galgar as escadas do Parlamento e não o fazer.
Significa que ainda não dói o suficiente, significa que ainda há ampla margem de manobra para o Governo impor as mais delicadas sevícias às gentes comuns deste país. Porque — lá diz o Povo — "enquanto o pau vai e vem, folgam as costas"...
A nossa indolência haverá de nos custar bem caro.
fp
Eis os interstícios da indignação dos portugueses — daqueles 600 mil que inundaram ruas e praças com palavras de ordem; daqueles 600 mil que ontem tiveram a força humana para derrubar a República podre e não o fizeram...
Hoje, os políticos dizem que é normal e aceitável que as pessoas se manifestem: faz parte do jogo democrático. E fica tudo na mesma. Continua o autismo governamental, continua a cruzada insana do Ministro das Finanças e a sujeição de um Primeiro Ministro — eleito pelos portugueses — à vontade e aos mandamentos de entidades privadas e interesses pessoais mascarados de legítimas entidades extra-governamentais.
Basta! digo eu. Mas basta de austeridade e governo para enriquecer os que já são muito ricos (género Robin dos Bosques ao contrário) ou basta de dizer basta e nada fazer?
Desagrada-me e entristece-me ver (como ontem à noite) imagens de gente a ameaçar galgar as escadas do Parlamento e não o fazer.
Significa que ainda não dói o suficiente, significa que ainda há ampla margem de manobra para o Governo impor as mais delicadas sevícias às gentes comuns deste país. Porque — lá diz o Povo — "enquanto o pau vai e vem, folgam as costas"...
A nossa indolência haverá de nos custar bem caro.
fp









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