A polícia que temos
aliás, toda a comunicação da psp, tal como tem sido veiculada pelos
media, é um prodígio de estupidez, de contradição e mistificação (para
não variar do costume). se os tiros foram para o ar, como sustentam, por
que motivo fazem questão de dizer que foram de balas de borracha --
como se, de resto, balas de borracha não matassem e ferissem e, se
atingindo alguém de mota, não determinassem decerto um acidente? e se o
motivo de mandar parar o rapaz era não ter capacete, por que já falam
agora da 'hipótese' de a mota ser roubada (outro clássico das versões
policiais: não tarda o rapaz passa a suspeito de assaltar velhinhas e de
ter 'um longo cadastro')? e se o mandaram parar por ser perigoso para
ele andar sem capacete, por que motivo de repente acharam que a melhor
forma de lhe proteger a vida e a integridade física era persegui-lo e
disparar tiros 'de intimidação'? e ainda: fariam o que fizeram se em vez
de estarem na bela vista estivessem na avenida de roma ou na lapa?, por Fernanda Câncio, no jugular.
Tal como já tinha acontecido em casos anteriores sobre temas relacionados com violência (e/ou estupidez) policial injustificada (e injustificável), a Fernanda Câncio escreveu o post que melhor traduz o que eu próprio sinto em relação a este episódio. E, claro, a conclusão também é perfeitamente adequada: esta história, e a reacção a ela, diz muito sobre o país que somos e as instituições que temos. e o que diz é muito muito mau.
sp
Tal como já tinha acontecido em casos anteriores sobre temas relacionados com violência (e/ou estupidez) policial injustificada (e injustificável), a Fernanda Câncio escreveu o post que melhor traduz o que eu próprio sinto em relação a este episódio. E, claro, a conclusão também é perfeitamente adequada: esta história, e a reacção a ela, diz muito sobre o país que somos e as instituições que temos. e o que diz é muito muito mau.
sp









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