30.1.08

no fundo, no fundo,

a história do fecho das maternidades e das urgências (que não são urgências, mas adiante) faz-me, assim de repente, lembrar a história da co-incineração. sim, aquela que quase incinerou o ministro pinto de sousa, do ambiente, há uns aninhos. toda a gente reconhece que a saúde funciona mal, e que é preciso racionalizar a coisa. mas ninguém quer que se feche os serviços que existem ao pé da sua porta. tal como toda a gente entendia a necessidade de co-incinerar (nunca percebi o prefixo) os resíduos, mas ninguém queria isso fosse feito na sua vizinhança. por outras palavras: façam a merda que vos apetecer, mas façam-na longe da minha porta.
e nesta linha de raciocício podíamos ir para as linhas de alta tensão. e para os aterros sanitários. e para....
jc

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