Mas desde quando é que em Portugal alguém se responsabiliza por alguma coisa?
Timothy Geithner, antigo presidente da Reserva Federal de Nova Iorque e agora Secretário do Tesouro da administração Obama, entrou no seu cargo com um pedido de desculpas públicas. Motivo? Uma dívida à Segurança Social e ao Medicare no valor aproximado de trinta e quatro mil dólares. Já tinha lido isto algures, mas o que cito é do blogue Da Literatura, onde Eduardo Pitta pergunta como seria se isto tivesse acontecido a um ministro de Sócrates.
Muito simples: não se passaria nada. Não haveria desculpas públicas, nem sequer um esclarecimento oficial. Muito provavelmente, nem a Assembleia da República pediria esclarecimentos sobre o caso (a bancada parlamentar do PS certamente que não o faria). Como se viu, por exemplo, no célebre episódio da licenciatura, o caso acabaria por cair no esquecimento, abafado por uma cortina de fumo e, na sombra, por alguma pressão aos jornais que divulgassem o caso. Alternativamente, teríamos a oportunidade de ver mais uma sessão de humilhação pública como a de Mário Lino aquando da decisão de Alcochete para o futuro aeroporto. Ou seja, veríamos o ministro incumpridor sentado ao lado de Sócrates como um aluno da primária de castigo, enquanto o nosso primeiro desvalorizaria, na sua linguagem técnica. De qualquer maneira, o caso morria ali. Disso não tenho grandes dúvidas.
Muito simples: não se passaria nada. Não haveria desculpas públicas, nem sequer um esclarecimento oficial. Muito provavelmente, nem a Assembleia da República pediria esclarecimentos sobre o caso (a bancada parlamentar do PS certamente que não o faria). Como se viu, por exemplo, no célebre episódio da licenciatura, o caso acabaria por cair no esquecimento, abafado por uma cortina de fumo e, na sombra, por alguma pressão aos jornais que divulgassem o caso. Alternativamente, teríamos a oportunidade de ver mais uma sessão de humilhação pública como a de Mário Lino aquando da decisão de Alcochete para o futuro aeroporto. Ou seja, veríamos o ministro incumpridor sentado ao lado de Sócrates como um aluno da primária de castigo, enquanto o nosso primeiro desvalorizaria, na sua linguagem técnica. De qualquer maneira, o caso morria ali. Disso não tenho grandes dúvidas.
john









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