2.11.10

Frei Tomás #5


vamos lá mais uma vez:

#1 «o endividamento externo português não acelerou com a crise financeira internacional. Muito antes de 2008 o aceleramento já era mais do que notável.»
Não gosto de discutir factos objectivos no meio de considerações subjectivas. «Já era mais do que notável» é demasiado difuso. Mas deixemos as derivas. O Caro Mr. Brown tem contornado a discussão desde o primeiro post para aludir PSeuDo-argumentos gerais que lhe apetece explicitar, sem reparar que em nada respondem ao meu comentário inicial.

#2 «Alhos e bugalhos, tipo querer marcar uma posição política contra partido x, atribuindo ao partido x uma posição que este nunca teve.»
Não gosto muito de me repetir.

#3 «E com Cavaco o problema do endividamento externo não existia. Foi com Guterres que passou a existir.»
Diz bem, endividamento externo, não endividamento público. Quanto ao mais, escuso de me repetir.

#4 «leia o que escreveu, diz-me que o PSD criticas as PPP porque "assenta no princípio perverso de fazer obra hoje e serem as gerações futuras a pagá-la". Se o PSD achasse esse princípio perverso, também teria de criticar a existência de divida pública.»
É bastante incoerente, não é? Também diria que sim.

#5 «Aponta isso como um defeito das PPP negociadas pelos socialistas.»
Sim, porque deixe lá que a PPP da Lusoponte/Catroga tem sido muito boa para a finança pública.

Um Abraço,
jtf

3 Comments:

Anonymous Mr. Brown said...

"foi renegociada em 2010"

Queria dizer 2000.

3:06 PM  
Blogger João Teago Figueiredo said...

Julgo que as posições já estão suficientemente explicitadas. Só uma coisa, há alguma razão para que em nenhum dos gráficos se mostre períodos antes de 1996?

Um abraço,
jtf

3:10 PM  
Anonymous Mr. Brown said...

"Só uma coisa, há alguma razão para que em nenhum dos gráficos se mostre períodos antes de 1996?"

Teria de perguntar a quem elaborou o manifesto a favor da reavaliação das grandes obras públicas, pois retirei os gráficos de lá. Mas julgo que, sem obrigar-me a ir buscar gráficos com uma série temporal mais alargada, pelo menos no que toca ao primeiro gráfico, perceberá pela percentagem inicial que o problema antes de 1996 era irrelevante. E a divida pública, torno a insistir, é um problema não só pela realidade espelhada no segundo gráfico, mas porque no período em questão o volume de divida pública camuflada assumiu um valor assustador.

Um abraço.

3:50 PM  

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