A-crítica
Para países como Portugal, o desprezo pelo pensamento crítico não é defeito, é feitio. Obviamente que não falo da mera gincana trauliteira e raquítica, ou da deambulação pelas casernas desidratadas do pensamento e da argumentação. Esta tendência dogmática, mesmo na ciência, despreza o espírito crítico desde a partida de Gama, olhando sempre de soslaio para o desdém apocalíptico do velho do Restelo. Uma espécie de repressão cultural ao exercício corajoso da controvérsia, dubitativo, útil. De certa forma, tende-se a valorizar a fortuna aleatória da antecipação, mesmo que acrítica, sobre o exercício vigoroso da racionalidade, mesmo que falível.
jtf









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