14.12.12

Parece que a frequência do Ensino Superior é um "bem de Giffen"...

... ou pelo menos aparenta ser nessa direcção que aponta a notícia surgida no Público (via Spectrum):
"A introdução de propinas no ensino superior, em 1997, teve um impacto positivo para o país, permitindo um aumento do número de estudantes e garantindo um retorno para o Estado. 
(...)
Este trabalho foi encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos ao Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa (UCP)."

Enfim, até pode ser que as conclusões do estudo sejam mais complexas do que a notícia do Público dá a entender, ou que isto seja apenas mais um casos, dos vários em que o jornalismo português é prodigo, em que um(a) jornalista distorce por completo (intencionalmente ou por incompetência) as afirmações de um economista (já aconteceu com citações de textos Krugman, e por mais de uma vez).

Alternativamente, e para os mais cínicos, pode ser que a expressão-chave seja mesmo "encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos".

Em todo o caso, adorava ler os pressupostos em em que os autores se basearam (infelizmente, não consegui encontrar o estudo online).

sp

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