A Independência #11
Falaremos com o Carlos Queiroz mais tarde. 
#1 A minha conclusão era sarcástica. No resto, sim, diria que em termos gerais estou de acordo.
#2 É evidente que num programa escolar há um cânone ao qual não consegues escapar. Por isso referi aqueles autores - são decisivos, escuso de explicar porquê. No resto, e mais uma vez, estamos de acordo.
#2.1 O modelo que referes tornaria tudo mais transparente. Aliás, e fora da Cultura, uma das coisas de que o Estado português mais necessita... é transparência.
#3 Estranho, de facto. Mas pode ter várias explicações. Pode ser incompetente. Ou pode ser difícil de "domar". A primeira é uma qualidade, a segunda é um defeito. A primeira é muito bem vista em Portugal. A segunda, não. Isto, obviamente, é apenas uma hipótese.
#3.1/#5 Depende. Dou-te um exemplo, fora do cinema. Há uma editora muito interessante que será porventura a única editora em Portugal a fazer edições decentes de Fantasia e Sci-fi - traduziram nomes como Douglas Adams, George Martin, Lovecraft, entre muitos outros. Estes géneros não são auto-suficientes para uma editora. Sabes qual foi o truque? Conseguiram o exclusivo de uma autora best-seller que escreve muito, e vende como pãezinhos quentes. Os lucros das vendas dela permitem pagar a restante extravagância. Provavelmente não terão grandes margens. Mas ao menos permitem aos leitores de SF&F portugueses lerem algumas grandes obras do género na sua própria língua, com boas traduções. Se um Call Girl for um êxito de bilheteira, óptimo. Isso pode dar dinheiro aos produtores para, noutra ocasião, fazerem um filme mais arriscado. Pensa em Hollywood, na satânica Hollywood - com todo o "lixo" que manda, tem entre as suas fitas algumas das mais belas obras do cinema de sempre. Talvez se forem feitos muitos Call Girl, o Estado possa canalizar esses subsídios para outros produtores e realizadores? Nota que continuo a não apoiar isso, apesar de o Estado ter todo o meu apoio se quiser subsidiar a Soraia Chaves.
#4 Como te disses, conheces melhor a área do que eu. Muito melhor. Eu simplesmente tenho por hábito suspeitar, e muito, de tudo onde o Estado mete o dedo.
#6 Tem sido discutível, e muito bem. Mas isto só vai acabar com uma cerveja num final de tarde, sabes disso.
john

#1 A minha conclusão era sarcástica. No resto, sim, diria que em termos gerais estou de acordo.
#2 É evidente que num programa escolar há um cânone ao qual não consegues escapar. Por isso referi aqueles autores - são decisivos, escuso de explicar porquê. No resto, e mais uma vez, estamos de acordo.
#2.1 O modelo que referes tornaria tudo mais transparente. Aliás, e fora da Cultura, uma das coisas de que o Estado português mais necessita... é transparência.
#3 Estranho, de facto. Mas pode ter várias explicações. Pode ser incompetente. Ou pode ser difícil de "domar". A primeira é uma qualidade, a segunda é um defeito. A primeira é muito bem vista em Portugal. A segunda, não. Isto, obviamente, é apenas uma hipótese.
#3.1/#5 Depende. Dou-te um exemplo, fora do cinema. Há uma editora muito interessante que será porventura a única editora em Portugal a fazer edições decentes de Fantasia e Sci-fi - traduziram nomes como Douglas Adams, George Martin, Lovecraft, entre muitos outros. Estes géneros não são auto-suficientes para uma editora. Sabes qual foi o truque? Conseguiram o exclusivo de uma autora best-seller que escreve muito, e vende como pãezinhos quentes. Os lucros das vendas dela permitem pagar a restante extravagância. Provavelmente não terão grandes margens. Mas ao menos permitem aos leitores de SF&F portugueses lerem algumas grandes obras do género na sua própria língua, com boas traduções. Se um Call Girl for um êxito de bilheteira, óptimo. Isso pode dar dinheiro aos produtores para, noutra ocasião, fazerem um filme mais arriscado. Pensa em Hollywood, na satânica Hollywood - com todo o "lixo" que manda, tem entre as suas fitas algumas das mais belas obras do cinema de sempre. Talvez se forem feitos muitos Call Girl, o Estado possa canalizar esses subsídios para outros produtores e realizadores? Nota que continuo a não apoiar isso, apesar de o Estado ter todo o meu apoio se quiser subsidiar a Soraia Chaves.
#4 Como te disses, conheces melhor a área do que eu. Muito melhor. Eu simplesmente tenho por hábito suspeitar, e muito, de tudo onde o Estado mete o dedo.
#6 Tem sido discutível, e muito bem. Mas isto só vai acabar com uma cerveja num final de tarde, sabes disso.
john









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