30.1.12

The Descendents

Nunca há muito a dizer sobre filmes introspectivos e vertidos sobre si próprios. The Descendents constrói-se a partir de personagens não-lineares, oblíquas e mutantes. É, no fundo, um espaço de maturidade onde navegam personagens que se ligam afectiva e materialmente, ao longo de um Havai próprio e personalizado. Cada um dos desempenhos parte de uma aparente lunaticidade para, aos poucos, recolher ao casulo do sensato, do expectável. O melhor exemplo disso é o adolescente Sid, protagonista de uma trajectória que parte da estação da insolência na doença da avó, para a maturidade e perspicácia na cena final em que Julie Speer no hospital se despede de Elizabeth King. Este é um filme directo, seco, sem grandes artifícios, em que o confronto se faz na hierarquia de valores. E, como sabemos, nesse confronto de titãs nem sempre é a vida quem ganha.

jtf

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