29.7.11

Mau tempo no canal

Não deixa de ser curioso que este Governo recorra, com a frequência adequada, à justificação de que ainda só tem um imberbe mês de funções, para justificar - e bem - a falta das reformas que se publicitaram instantâneas. Ao mesmo tempo, escolhe para tema do primeiro debate quinzenal o balanço dos primeiros 30 dias de trabalho.

jtf

27.7.11

Desde o épico momento

Marinho/Manuela que não se assistia a algo tão belo. São estes momentos que vingam aquela impotência que por vezes sinto, quando quero insultar certas pessoas e não posso. Como por vezes se diz, só se perderam as que ficaram no chão.

jtf

19.7.11

A Mudança do Mundo

Antigamente era muito fácil arranjar 1.900 Milhões para fazer tudo-e-mais-um-par-de-botas. O filme deste governo ainda mal começou.

[min. 36:39]

jtf

18.7.11

Da Justiça

No mundo monocromático em que pululam certas elites, o poder reabilitador do sacrifício - como regenerador cristão - espalha-se, desigualmente, pelo Povo. Os que, por fortuna hereditária albergarem um milhão de dinheiros na algibeira de um qualquer banqueiro e, assim, dispuserem de juro correspondente durante décadas; sairão ilesos do mais recente abocanhar do leão. Os «outros», remediados, que acumularem calos nas articulações e, assim, horas de sumiço ao comprimento das pestanas; chicoteados serão para que aprendam que mais vale ser Elite que ser Povo.

jtf

17.7.11

Dez anos de pó

Costumo dizer, mais ou menos a brincar, que a Música no Coração precisou de dez anos para resolver o problema do pó no Festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar. É sempre interessante ver o patrão da promotora a confirmar a minha teoria: Super Bock Super Rock: "Pó vai continuar nos próximos dez anos", diz Luís Montez.

john

Ah e tal, o marketing e o camandro

Não sei bem porquê, mas dá-me imenso gozo ver (ler) críticos de cinema furibundos com a enorme exposição mediática gerada pelo último filme da série Harry Potter. É o marketing, é a fortuna gerada pelo filme, enfim, é tudo e mais um par de botas. Não sei se dos livros se disse o mesmo - provavelmente -, mas mais do que o marketing actual, diria que foi o enorme sucesso dos livros que gerou o enorme sucesso dos filmes. Não vou dizer que os filmes são muito mais fracos que os livros porque essa ideia já se tornou quase cliché: muito poucas são as adaptações que conseguem tornar-se melhor do que os livros, e mesmo as mais bem conseguidas - The Lord of the Rings, Blade Runner, A Clockwork Orange, para dar alguns exemplos - nunca chegam verdadeiramente lá, também porque nunca foi o seu objectivo chegar lá, ao ponto em que são tão boas como os livros quando são forçosamente coisas completamente diferentes (um livro é um livro, um filme é um filme). Mas divago. Não vi todos os filmes da série Harry Potter, e os que vi (os três primeiros, e a primeira parte do último) pareceram-me algures entre o mediano e o medíocre, apesar de apresentarem um elenco formidável. Li os livros todos várias vezes, tenciono relê-los a todos várias vezes, pois merecem essa releitura. Gosto de ver a fúria dos críticos, dos mesmos críticos que colocam nos píncaros filmes de bocejo e escrevem críticas blindadas a quem não entender o código, repletas de referências quase sempre deslocadas e com o único objectivo de dizer "vejam, vocês que só vêem e lêem merda, quão culto eu sou, a fazer citações inteligentíssimas de autores desconhecidos" - isto lembra-me, muito a propósito, de uma crítica, se não me engano, ao filme Harry Potter and the Order of the Phoenix publicada num jornal português na qual, para desancar o filme, era até referida uma corrente filosófica qualquer (foi uma bela gargalhada, aquela crítica). No fundo, os críticos são irrelevantes e sabem disso. Dentro do grande género de fantasia, J.K. Rowling não é Tolkien, Pullman, Martin ou Pratchett, é certo. Mas tem o seu lugar. Rowling deu-nos sete livros (e oito filmes, vá) de excelente escapismo, com excelentes personagens (olá, Professor Snape) e uma história bastante sólida e boa, escrita de forma simples, que levou uma quantidade inacreditável de miúdos (e não só) a pegarem em calhamaços e a lerem-nos com enorme entusiasmo - e, quem sabe, a lerem com o mesmo entusiasmo outros autores e outros livros, de fantasia, de ficção científica e de outros géneros mesmo. O marketing aqui é mais ou menos irrelevante, pois o resultado, a meu ver, é inteiramente meritório. E, feitas as contas, é isso mesmo que interessa.

john

Panfleto

Não deixa de ser hilariante que alguém que foi Administrador da TVI venha dizer que "é triste viver num país em que tenha que se vir defender o bom nome na praça pública".

jtf

16.7.11

Dust to Dust

A Música no Coração tem definitivamente uma enorme atracção pelo pó. Após anos de Festival Sudoeste - precisaram de quase dez anos para perceberem que se calhar tinham no recinto "um problema de pó" - resolveram repetir a graça no Meco com o Super Bock Super Rock, mas em pior ainda. A sério: a promotora deste festival não parece a mesma promotora do SBSR entre 2004 e 2006, quando o festival decorria no Parque Tejo, a seguir à ponte Vasco da Gama: um recinto plano, limpo (para festival, entenda-se), agradável e de acessos facílimos, mesmo para quem quisesse ir a pé - como fui várias vezes - da Gare do Oriente para lá, debaixo do sol. Enfim, é nestas coisas que o popularucho Rock in Rio dá tareia à concorrência. Mas afinal qual era a necessidade de fazerem do Super Bock Super Rock um "Sudoeste 2.0"?

Parece-me a mim que o Meco é um sítio ainda mais improvável que a Zambujeira do Mar. Pelo menos já se sabe que esta aldeia alentejana fica longe de tudo, pelo que um calvário de carro, autocarro e comboio (ou os três) será inevitável. Mas se a ideia era fazerem um festival na área de Lisboa, certamente poderiam ter arranjado um pinhal com melhores acessibilidades. Ou, melhor ainda, poderiam ter dispensado a parte do pinhal - não deixa de ser engraçado não podermos entrar no recinto com uma garrafa com tampa "por questões de segurança", mas podermos, lá dentro, apanhar quantas pinhas quisermos - para arranjarem um recinto com menos pó. Com muito menos pó. Naquele caso, nem uma tromba de água resolvia o problema.

O que vale à MnC (nisto tens toda a razão, João) é que consegue fazer os melhores cartazes. É bem verdade: Walkmen foram bastante bons (apesar de preferir vê-los em concerto próprio) Beirut convenceram-me com um óptimo concerto, Arctic Monkeys foram electrizantes ao ponto de gerarem quase uma tempestade de pó. Portishead foi das melhores coisas que vi nos últimos anos, um concerto impossivelmente belo. E Arcade Fire... enfim, pouco há a dizer para além do mais que batido "partiram aquilo tudo" - e pensei mesmo que viesse tudo abaixo quando tocaram a Month of May. Mais logo vê-se Elbow, Slash e The Strokes, para fechar em beleza.

Amanhã logo se faz lama na máquina de lavar.

john

14.7.11

A Desconstrução das Ideias-Feitas

13.7.11

Agora que

o Governo Sombra foi de férias, colmata-se a falha ouvindo o que se diz sobre agências de Rating nas televisões.

jtf

12.7.11

O síndrome

11.7.11

A SicN

está toda orgulhosa por ser a primeira televisão na Europa a transmitir o documentário Debtocracy. Eu diria que não é motivo de orgulho. É mau sinal.

jtf

Reconvertido

Esta súbita reconversão pós-eleitoral de Cavaco ao pelotão de fuzilamento das agências de notação é, no mínimo, confrangedora.

jtf

8.7.11

Água

Parece que está em curso no Facebook (onde mais?) uma iniciativa que pretende juntar os portugueses para "retaliarem" contra a Moody's como podem, muito Anonymous-style, com um ataque de Distributed Denial of Service (DDoS) que lhes mande o site abaixo. Mas acho que a malta anda a atirar ao lado. Queriam fazer DDoS ao site da Moody's, mas o que caiu foi... o site do Euromilhões. Dediquem-se antes à batalha naval.

john

7.7.11

Sobre o Rating


[errata: onde se lê «definido», deve ler-se «definida»]

jtf

5.7.11

Sair do Armário


jtf

Quem é o primeiro a cair?

O Álvaro da Educação propõe o fim da avaliação inter-pares. É curioso porque Nuno Crato, enquanto docente, é avaliado dessa forma porque essa é a regra na academia. Propõe que os Professores sejam avaliados de acordo com os resultados dos seus alunos. É fácil concordar com o absurdo desta ideia infantil. Espera-se uma reacção em conformidade.

jtf